Greta Thunberg participa de ato estudantil na França e elogia mobilização: 'Estão mostrando ao mundo'

A França vive mais um dia de mobilização de estudantes do ensino médio em várias cidades do país nesta terça-feira (13). Os manifestantes, que protestam há semanas, contam também com o apoio de universitários para reivindicar melhores condições de ensino. Pouco antes da passeata em Paris, a ativista sueca Greta Thunberg se juntou ao movimento e elogiou a iniciativa dos franceses.

13 out 2026 - 09h58
Resumo
A ativista Greta Thunberg uniu-se a protestos estudantis na França nesta terça-feira, elogiando a mobilização que atinge escala nacional e bloqueia colégios e universidades. O movimento, apoiado por sindicatos e pais, reivindica mais recursos para a educação básica e melhorias estruturais, como a reposição de professores. Greta defendeu a união das pautas sociais e ambientais contra o que chamou de sistema destrutivo, em meio a marchas convocadas em diversas cidades francesas.

Para surpresa geral, a ecologista de 23 anos misturou-se aos manifestantes na manhã desta terça-feira diante de um colégio de ensino médio na cidade popular de Saint-Denis, ao norte de Paris, um dos epicentros desse movimento.

"Estou aqui porque este é um dos lugares onde tudo começou", disse a ativista à imprensa. "Mais uma vez, os estudantes franceses estão mostrando ao mundo como devemos nos mobilizar e como devemos nos rebelar contra um sistema extremamente violento. Estão dando o exemplo."

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A sueca também participa da passeata realizada durante a tarde na capital. Protestos estão previstos também em várias cidades francesas, neste que está sendo chamado de "Ato 5" da mobilização. As primeiras manifestações já ocorreram pela manhã em Nantes (oeste), Lens (norte), Lyon (leste) e Marselha (sul).

Iniciado em meados de setembro na região parisiense, o movimento de estudantes do ensino médio ganhou alcance nacional para reivindicar mais recursos para a educação. Os jovens denunciam a falta de professores para substituir profissionais ausentes, as más condições das instalações escolares e horários de aula excessivamente sobrecarregados.

As reivindicações receberam o apoio de diversos sindicatos de professores, do funcionalismo público e de associações de pais de alunos desde o início do movimento. Além dos bloqueios em escolas de ensino médio, 90% das cerca de 70 universidades francesas estão "bloqueadas" ou "fechadas" em solidariedade ao movimento, segundo a organização União Estudantil.

"Essa convergência entre os movimentos por justiça é absolutamente crucial, seja em relação aos direitos dos estudantes, dos migrantes, dos trabalhadores, à justiça social em geral ou à justiça climática e ambiental", disse Greta Thunberg. "Sabemos que temos o mesmo inimigo, que é esse sistema extremamente destrutivo e prejudicial que está sacrificando o planeta inteiro. [...] As pessoas estão se mobilizando, se revoltando e se rebelando contra o sistema", completou.

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(Com agências)

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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