Greta Thunberg se junta a adolescentes franceses em mais um dia de protestos sobre escolas

13 out 2026 - 09h50
Resumo
A ativista Greta Thunberg uniu-se a estudantes franceses em Paris em protestos contra a precariedade do ensino público, que incluem falta de professores e salas degradadas. Em sua quarta semana, o movimento gerou o bloqueio de centenas de colégios e foi alvo de violenta repressão policial, criticada por Thunberg. O cenário amplia o clima de instabilidade política na França a seis meses de uma eleição presidencial com forte presença da extrema-direita.

A ‌ativista sueca Greta Thunberg participou de uma manifestação em frente a uma escola de ensino médio em um bairro popular de Paris na terça-feira, enquanto alunos franceses saíam às ruas para mais um dia de protestos contra as más condições.

Já em sua quarta semana, o movimento nacional que visa chamar ⁠a atenção para a falta de professores, as salas de aula superlotadas ‌e o estado de degradação das instalações tem envolvido marchas, bloqueios de centenas de escolas e, em alguns casos, confrontos com a polícia.

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Os alunos ‌se aglomeraram em frente às portas de várias ‌escolas em Paris e em outras cidades nas primeiras horas da ⁠manhã, empunhando cartazes e megafones e entoando slogans, e marchas foram planejadas para o final do dia.

O ministro da Educação, Edouard Geffray, disse à rádio France Inter que cerca de 200 escolas estavam fechadas, embora tenha sugerido que alguns dos fechamentos se devessem a precauções de segurança, já que elas ‌ficavam no trajeto das marchas planejadas.

Thunberg, que ganhou fama como manifestante adolescente contra ‌as mudanças climáticas mas ⁠desde então ampliou ⁠seu ativismo, disse que os alunos franceses mereciam um apoio mais amplo.

"Eles devem saber que, ⁠em todo o mundo, estamos acompanhando ‌esses acontecimentos. Estamos inspirados pelos ‌jovens que estão reivindicando seus direitos básicos", declarou ela a repórteres em frente ao Lycée Paul Eluard, em Saint-Denis, ao norte de Paris, uma das escolas onde o movimento de protesto ganhou força pela ⁠primeira vez.

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"Seja a falta de financiamento para as escolas, a crise climática ou as crises de injustiça social... já é hora de os jovens se mobilizarem e reivindicarem esse futuro."

Thunberg também criticou a atuação da polícia, que tem sido alvo de acirrado debate, ‌classificando-a como um sinal "extremamente violento" de que as autoridades estão protegendo o status quo e ignorando as demandas dos jovens.

A polícia de choque utilizou ⁠gás lacrimogêneo e avançou contra os manifestantes em vários incidentes, ferindo centenas e prendendo milhares.

O governo suspendeu o uso de granadas de efeito moral na semana passada, depois que um adolescente perdeu uma mão.

Enquanto políticos de esquerda criticaram a polícia, a candidata presidencial de extrema-direita Marine Le Pen e outros culparam os manifestantes violentos e destacaram os danos causados às escolas e os ferimentos sofridos por funcionários e policiais.

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O movimento de protesto contribuiu para aumentar a sensação de incerteza e crise que assola a França seis meses antes de uma eleição presidencial que pode levar ao primeiro governo de extrema-direita desde a Segunda Guerra Mundial, liderado pela Reunião Nacional, de Le Pen.

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