Ministro do Interior da França deve mobilizar 70 mil policiais para protestos no Halloween

29 out 2026 - 16h25
Resumo
O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, anunciou que mobilizará 70 mil policiais no sábado, 31 de outubro, devido ao alto risco à ordem pública durante o Halloween. Grupos radicais, sindicais e setores dos Coletes Amarelos convocaram atos noturnos com potencial violento, impulsionados pela insatisfação com salários e o custo de vida. A mesma quantidade de agentes conteve tumultos no fim de semana anterior, e uma nova greve nacional já está convocada para o dia 5 de novembro.

O ministro do ‌Interior da França, Laurent Nunez, afirmou que o próximo sábado se apresenta como um dia de "risco muito elevado" para a ordem pública e deve mobilizar novamente 70 mil agentes de ⁠segurança para proteger o país.

Nunez disse a ‌jornalistas nesta quinta-feira que vários grupos radicais convocaram, nas redes sociais, manifestações violentas para ‌o dia, que também é ‌o Halloween, e que a resposta ⁠das forças de segurança deve ser "extremamente firme".

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Ele destacou o risco de distúrbios na noite de sábado, especialmente após o término das manifestações mais tradicionais.

"Estamos vendo muitos apelos para manifestações vindos ‌do movimento sindical, da extrema-esquerda radicalizada e de ‌certos sites radicalizados ⁠dos 'Coletes ⁠Amarelos', instigando as pessoas a participarem de manifestações nas vias públicas ⁠a partir ‌das 20h (do dia 31 ‌de outubro) em muitas cidades da França, acompanhados de várias mensagens que são, digamos, bastante radicais", disse o ministro.

"O dia 31 ⁠de outubro representa um risco muito alto para a ordem pública", acrescentou.

O Ministério do Interior informou que 410 mil pessoas participaram das marchas no ‌último sábado, quando as autoridades mobilizaram 70 mil policiais, ajudando a evitar que se repetissem ⁠os saques e atos de vandalismo que assolaram diversas cidades em 17 de outubro.

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Líderes sindicais e estudantes convocaram novos protestos para 31 de outubro e uma greve nacional em 5 de novembro, afirmando que a frustração com os salários, o custo de vida e os serviços públicos está se espalhando muito além do movimento estudantil, que se mobilizou pela primeira vez no mês passado.

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