Ministério Público pede prisão perpétua para autor de feminicídio que chocou Itália

Mark Antony Samson esfaqueou Ilaria Sula até à morte e colocou seu corpo em uma mala

19 mai 2026 - 11h42
(atualizado às 12h18)

O Ministério Público de Roma solicitou a condenação à prisão perpétua de Mark Antony Samson, jovem que assassinou a ex-namorada Ilaria Sula em março do ano passado.

O caso, que gerou forte comoção na Itália, é tratado pela Justiça como homicídio qualificado com agravantes de premeditação e ocultação de cadáver.

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Segundo os promotores, durante as alegações finais, o crime "foi planejado e executado a sangue frio", reforçando a tese de que o ataque não foi um ato impulsivo, mas resultado de uma ação deliberada.

"Samson chamou Ilaria para uma emboscada em sua casa. Ilaria foi atordoada por seus socos e depois esfaqueada", explicou o promotor adjunto Giuseppe Cascini, acrescentando que o jovem "não mostrou misericórdia ao socá-la e depois esfaqueá-la".

De acordo com a acusação, Samson esfaqueou a jovem, colocou o corpo em uma mala e posteriormente o arremessou de um penhasco. O réu, que confessou o crime, também é acusado de tentar ocultar evidências após o assassinato.

As investigações apontam ainda que o corpo de Ilaria Sula foi encontrado posteriormente, em uma área isolada nos arredores de Roma. "Ele não mostrou misericórdia ao jogá-la fora como lixo.

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Não mostrou misericórdia ao insultá-la depois de matá-la. Não mostrou misericórdia ao sair para comer uma piadina depois do assassinato", acrescentou Cascini.

Em depoimento, o acusado afirmou ter agido sozinho. Ele declarou ainda que a vítima esteve em sua casa na noite anterior ao crime e que teria ido ao local para devolver pertences dele.

Segundo essa versão, a morte ocorreu na manhã de 26 de março de 2025, após a jovem, que estudava estatística na Universidade de Roma La Sapienza e vivia em uma república na "cidade eterna", passar a noite na residência de Samson.

Na época, os investigadores suspeitaram do jovem depois de analisar os registros telefônicos do celular de Ilaria, que teria sido usado por Samson após o desaparecimento.

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Hoje, os pais da vítima também compareceram ao tribunal."Ouvimos o quanto nossa filha sofreu e concordamos com o promotor adjunto e o promotor principal sobre o pedido de prisão perpétua", disseram Flamur e Gezime Sula.

"Amanhã seria o aniversário de Ilaria; a verdadeira sentença de prisão perpétua é nossa, porque era para ela estar viva, respirando, comendo e bebendo. Em vez disso, nossa filha fechou os olhos para sempre", acrescentaram.

O caso se somou a outros episódios de feminicídio que provocaram indignação na Itália e reacenderam debates sobre violência contra mulheres e a necessidade de medidas mais efetivas de prevenção e proteção às vítimas. 

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