O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou com veemência os atos de vandalismo e saques ocorridos durante protestos contra o aumento do custo de vida no país. Em pronunciamento à nação, ele expressou revolta, anunciou investigações sobre a atuação policial e autorizou prefeitos a proibirem manifestações de risco. Sob forte pressão social e política, Macron também convocou diversos setores da sociedade para formular propostas conjuntas a fim de conter a crise nos próximos dias.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou neste domingo o que chamou de "dissidentes" que saquearam e vandalizaram cidades em cenas "chocantes" por toda a França, à margem dos protestos contra o aumento do custo de vida.
"Ao ver essas imagens, todos nós nos perguntamos: o que se passava na cabeça dessas pessoas? Como os franceses podem fazer isso com a França?", disse Macron em um discurso televisionado à nação. "Nada justifica isso, nada explica isso, nada desculpa isso. Esta noite, todos nós sentimos raiva e vergonha."
Macron, cujos últimos seis meses no cargo estão sendo marcados por crescentes pressões políticas, fiscais e sociais, disse ter ordenado uma investigação para determinar se houve falhas na coleta de informações ou na preparação da polícia antes dos protestos, que mais tarde foram marcados por saques e violência.
Ele afirmou que prefeitos e prefeitas terão autoridade para proibir certas reuniões quando necessário.
Macron também disse que havia solicitado ao governo que reunisse estudantes, professores, parlamentares, representantes sindicais e líderes empresariais nesta semana para formular o que ele descreveu como "propostas concretas" para lidar com a crise, sem fornecer mais detalhes.
"Precisamos nos sentar à mesa e construir soluções juntos", disse ele.