Lula e Petro conversam sobre Venezuela e manifestam "grande preocupação" com uso da força contra um país sul-americano

8 jan 2026 - 18h55

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira e ambos conversaram sobre a ‌situação na Venezuela, manifestando "grande preocupação" com uso da força contra um país sul-americano, ‌informou o Palácio do Planalto em nota à imprensa.

"Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. ‍E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional", disse o comunicado.

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"Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por ‌meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade ‌do povo venezuelano", acrescentou.

A conversa de ambos ocorreu dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação dos Estados Unidos ordenada pelo presidente Donald Trump sob a alegação de envolvimento em supostos crimes de narcotráfico. O mandatário dos EUA chegou também a ameaçar publicamente Petro de ações.

Segundo o comunicado, Lula e o presidente colombiano saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.

Lula, segundo a nota, informou Petro que, a pedido da Venezuela, o Brasil vai enviar "40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro".

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"Brasil e Colômbia ‌reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras. Recordaram nesse contexto, os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que têm acolhido nos últimos anos", concluiu o comunicado.

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