O Ministério Público de Portugal detalhou a morte da brasileira Lucinete Freitas, 55, cujo corpo foi encontrado quase duas semanas após a mulher ser dada como desaparecida na região de Lisboa. Segundo a promotoria , Lucinete foi morta pela patroa com golpe de bloco de concreto na cabeça.
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A criminosa de 43 anos, que não teve a identidade revelada, foi indiciada por homicídio qualificado e profanação de cadáver, além de 'detenção de arma proibida e falsidade informática', equivalentes aos crimes de porte ilegal de arma e falsidade ideológica previstos na legislação brasileira.
Lucinete trabalhava como empregada doméstica e babá do filho da suspeita, 'sendo a relação entre ambas pautada por alguma conflituosidade', apontou o MP português.
A morte da brasileira teria ocorrido no dia 5 de dezembro: segundo as investigações, a suspeita conduziu a vítima a uma área de mata após dizer que a levaria para casa. Na sequência, Lucinente sofreu golpes na cabeça e morreu em decorrência dos ferimentos.
A criminosa teria ocultado o corpo de Lucinete com entulho e abandonou o local. Ela ainda se apossou do celular e se passou pela vítima, enviando mensagens em que dizia que visitaria uma amiga na região do Algarve.
As investigações levaram à captura da suspeita em 18 de dezembro e, no dia 20, a Justiça manteve a prisão preventiva.
Lucinete era natural de Aracoiaba (CE) e estava em Portugal há sete meses. Segundo o marido, Teodoro Júnior, que mora em Fortaleza (CE), ela se mudou para Portugal com o objetivo de conseguir trabalho e se estabelecer para, posteriormente, levar a família.
No período em que esteve no país, a cearense atuava como babá e residia sozinha em um quarto na cidade de Amadora, na região metropolitana da capital portuguesa. Ela se preparava para morar com o marido e o filho no país e já olhava apartamentos para a família.