O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que desistiu de realizar um segundo ataque à Venezuela após o país sul-americano libertar alguns presos políticos. Paralelamente, a líder interina na nação, Delcy Rodríguez, negou que Washington esteja no comando local.
"A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de seus esforços de busca pela paz. Este é um gesto muito importante e inteligente, [evidenciando que] os EUA e Caracas estão trabalhando bem juntos", escreveu Trump no Truth, justificando na sequência: "Graças a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques previamente planejada, que parece não ser mais necessária".
Na quinta (8), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, anunciou a "libertação de um número importante de presos venezuelanos e estrangeiros", que teve início nas horas subsequentes.
Por outro lado, Trump frisou que as tropas da Marinha americana posicionadas há meses no Mar do Caribe irão permanecer "por razões de segurança".
Ontem o republicano afirmou que Washington irá se manter no controle do país por "tempo indeterminado" após a deposição de Nicolás Maduro do poder.
Mas a presidente interina, Delcy Rodríguez, destacou que Caracas "não é subordinada e nem submissa" aos EUA.
"Ninguém se rendeu. Nenhuma potência estrangeira está no poder aqui", bradou Rodríguez, afirmando que durante a operação militar americana em 3 de janeiro, "houve uma luta pela pátria".
As declarações da chefe de Estado interina foram feitas durante uma cerimônia dedicada aos "mártires e heróis" caídos e aos feridos durante a ofensiva. Segundo o governo de Caracas, os ataques de Washington contra seu território deixaram 100 mortos.