Líder rebelde das Farc na Colômbia pede unidade da guerrilha para enfrentar intervencionismo dos EUA

9 jan 2026 - 21h07

O chefe do maior ramo dissidente do antigo grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) conclamou outros grupos rebeldes a se unirem para combater o intervencionismo dos EUA ‌na região, em uma mensagem de vídeo confirmada pelo grupo como autêntica nesta sexta-feira.

A convocação ‌feita pelo líder Nestor Gregorio Vera, mais conhecido por seu nome de guerra "Iván Mordisco", ocorre após a incursão dos EUA na vizinha Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

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"A sombra da águia intervencionista paira sobre todos igualmente. Pedimos que ‍deixem de lado essas diferenças", disse Vera em um vídeo no qual ele aparece vestido com roupa de camuflagem e cercado por dois guerrilheiros fortemente armados.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, um ex-guerrilheiro que prometeu trazer paz ao ‌país após mais de seis décadas de conflito armado interno, ‌deve se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, em fevereiro, disse Trump nesta sexta-feira.

A reunião planejada ocorre dias depois que Trump ameaçou a Colômbia com uma ação militar. Trump tem acusado repetidamente a administração de Petro, sem provas, de permitir um fluxo constante de cocaína para os EUA, impondo sanções ao líder colombiano em outubro.

"O destino está nos chamando para nos unirmos. Não somos forças dispersas, somos herdeiros da mesma causa. Vamos tecer a unidade por meio da ação e forjar o grande bloco insurgente que fará retroceder os inimigos da pátria", acrescentou Vera no vídeo dirigido ao Exército de Libertação Nacional (ELN), à Segunda Marquetalia e à Junta Coordenadora da Guerrilha do Exército Bolivariano, que também surgiu das antigas Farc.

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No entanto, não incluiu o segundo maior grupo dissidente das Farc, conhecido como Estado-Maior Central, que se separou do grupo de Vera ‌em 2024.

No total, os grupos aos quais o líder insurgente propôs se unir têm mais de 11.000 membros. Suas principais atividades criminosas são o tráfico de drogas e a mineração ilegal de ouro, de acordo com fontes de segurança.

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