A premiê da Itália, Giorgia Meloni, defendeu nesta sexta-feira (9) que a União Europeia dialogue com a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa em Roma, em meio aos entraves nas negociações mediadas pelos Estados Unidos para o fim de uma guerra que completará quatro anos em fevereiro de 2026.
"Acho que é o momento de a União Europeia também falar com a Rússia", declarou Meloni, que tenta equilibrar a postura pró-Ucrânia de seu governo com os sentimentos simpáticos a Moscou da Liga, partido nacionalista liderado pelo vice-premiê Matteo Salvini.
"Se a Europa fala somente com uma das duas partes em campo, temo que a contribuição que ela pode proporcionar seja limitada", destacou a primeira-ministra, que ainda alertou que um eventual diálogo da UE com o regime de Vladimir Putin não pode se dar de modo "esparso".
A premiê, por outro lado, afirmou que seria "prematuro" discutir um eventual retorno da Rússia ao G7, grupo do qual foi expulsa em 2014, após a anexação da península ucraniana da Crimeia. "É um tema que se abrirá quando houver paz", disse.
Meloni também reiterou o apoio à Ucrânia e destacou que, para acabar com a guerra, é preciso "estar ao lado" de Kiev e que o "único caminho para a paz é a dissuasão". "É a força que constrói a paz, essa é minha leitura", salientou a líder italiana, que defende que a UE indique um "enviado especial" para tratar do conflito.