Luigi Mangione enfrentará julgamento em 8 de junho em caso estadual sobre assassinato de CEO

6 fev 2026 - 15h50

Luigi Mangione será julgado em 8 de junho, acusado de atirar em um executivo de seguro saúde em uma calçada no centro de Manhattan, informou um juiz estadual nesta sexta-feira.

Enquanto era conduzido para fora do tribunal vestindo roupa de prisioneiro e algemas, Mangione ‌disse que a decisão o exporia injustamente a dois julgamentos pelo mesmo crime, devido ao julgamento marcado para 13 de outubro em ‌um caso federal separado.

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"É o mesmo julgamento duas vezes. Um mais um é igual a dois. Dupla penalização, por qualquer definição de senso comum", disse Mangione. Dupla penalização refere-se à doutrina jurídica dos EUA de que as pessoas não podem ser processadas duas vezes pelo mesmo crime.

A advogada de Mangione, Karen Agnifilo, contestou a data do julgamento. Ela disse que a defesa não estaria pronta a ‍tempo e acusou os promotores de tentarem "dar duas mordidas na maçã".

Mangione se declarou inocente das acusações de homicídio, porte de arma e falsificação. Ele também se declarou inocente das acusações de perseguição no processo federal.

O juiz da Suprema Corte de Nova York Gregory Carro, que marcou a data do julgamento no caso estadual, expressou frustração com o fato de ‌os promotores federais terem "renegado" a promessa de deixar os promotores estaduais agirem primeiro.

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Os promotores do ‌gabinete do promotor público de Manhattan, Alvin Bragg, têm pressionado por um julgamento rápido na esperança de preceder os promotores federais.

Promotores do gabinete do procurador distrital de Manhattan, Alvin Bragg, têm pressionado por um julgamento rápido na esperança de concluir o processo antes dos procuradores federais.

O promotor assistente Joel Seidemann disse durante a audiência que os promotores estaduais têm o direito de agir primeiro porque foram os primeiros a prender Mangione.

Mangione, de 27, se declarou inocente das acusações de homicídio e outras relacionadas ao assassinato do presidente-executivo da UnitedHealthcare, Brian Thompson. Autoridades públicas condenaram o assassinato, mas ele provocou uma onda de críticas às práticas do setor de seguros de saúde dos Estados Unidos.

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Thompson, que liderava a unidade de seguros de saúde da UnitedHealth Group, foi baleado e morto em 4 de dezembro de 2024, do lado de fora do hotel Hilton, onde estava hospedado para uma reunião com investidores.

Mangione foi preso na Pensilvânia após uma caçada humana de cinco dias e está preso desde então. Ele se tornou um herói popular online para alguns norte-americanos que condenam os altos custos dos cuidados de saúde e denunciam as práticas de recusa das seguradoras.

Os promotores estaduais inicialmente acusaram Mangione de terrorismo, mas Carro rejeitou essa acusação após concluir que não havia provas suficientes para demonstrar que as supostas ações de Mangione tinham como objetivo influenciar a política pública.

Procuradores federais do gabinete do procurador ‌federal para o Distrito Sul de Nova York apresentaram separadamente acusações de homicídio, porte de arma e perseguição contra Mangione e afirmaram que iriam pedir a pena de morte.

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O juiz responsável pelo caso rejeitou as acusações de homicídio e porte de armas por uma questão técnica jurídica em janeiro. Isso eliminou a possibilidade de pena de morte, mas Mangione pode pegar prisão perpétua se for condenado por perseguição.

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