Kremlin diz que Trump está certo sobre Zelenskiy impedir acordo de paz na Ucrânia

15 jan 2026 - 10h57

O Kremlin disse nesta quinta-feira que a Rússia concordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e não a Rússia, quem estava impedindo um ‌possível acordo de paz para acabar com a guerra na Ucrânia.

A avaliação de Trump em uma entrevista ‌à Reuters contrastou com a dos aliados europeus, que argumentaram consistentemente que Moscou tem pouco interesse em acabar com a guerra e quer tomar o máximo de território que puder enquanto tenta evitar mais sanções ocidentais.

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"Acho que ele está pronto para fazer um acordo", disse Trump sobre Putin ‍ao falar com a Reuters no Salão Oval da Casa Branca na quarta-feira. "Acho que a Ucrânia está menos disposta a fazer um acordo."

Perguntado por que as negociações lideradas pelos EUA ainda não haviam resolvido o maior conflito terrestre da Europa desde a Segunda Guerra ‌Mundial, Trump respondeu: "Zelenskiy."

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres que ‌concordava com Trump: "Concordo, esse é de fato o caso. O presidente Putin e o lado russo continuam abertos (a conversações). A posição russa é bem conhecida. É bem conhecida dos negociadores norte-americanos, do presidente Trump e da liderança do regime de Kiev."

A Rússia controla cerca de um quinto da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, que anexou em 2014. Moscou quer que Kiev retire suas tropas de partes da região de Donetsk que a Rússia não controla, mas que reivindicou como sua. A Ucrânia -- que rejeitou a ideia de ceder território a Moscou -- quer que os combates sejam interrompidos ao longo das linhas de frente atuais. Os EUA propuseram uma zona econômica livre se a Ucrânia retirar suas tropas.

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Nas últimas semanas, as negociações lideradas pelos EUA têm se concentrado nas garantias de segurança para uma Ucrânia pós-guerra após um possível acordo de paz, embora algumas autoridades europeias tenham alertado que é altamente improvável que Putin aceite alguns dos termos.

As negociações foram ainda mais prejudicadas depois que a Rússia acusou a Ucrânia no mês ‌passado de tentar atacar uma residência de Putin, uma alegação que Kiev chamou de mentira.

Peskov disse que Moscou daria as boas-vindas ao enviado de Trump, Steve Witkoff, e ao genro de Trump, Jared Kushner, ao Kremlin para conversas adicionais sobre a Ucrânia, assim que uma data para a visita fosse acordada.

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