Itália mobiliza médicos e hospital emergencial para vítimas de terremotos na Venezuela

Estrutura foi instalada em Maiquetía após unidade da região ficar inutilizável

13 jul 2026 - 08h17

A Itália mobilizou uma unidade médica de emergência em Maiquetía, no estado venezuelano de La Guaira, após os terremotos de 24 de junho deixarem o Hospital San José inutilizável.

    A operação reúne equipes da Defesa Civil italiana, médicos, cirurgiões e especialistas que atendem centenas de pacientes diariamente.

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    A estrutura foi instalada após a chegada de três voos militares italianos com ajuda humanitária, sendo o primeiro deles realizado apenas dois dias depois do terremoto.

    Em uma cerimônia diante do hospital danificado, o embaixador da Itália na Venezuela, Giovanni Umberto De Vito, entregou oficialmente a unidade médica à Cruz Vermelha Venezuelana.

    O diplomata destacou o compromisso do governo italiano com a emergência e informou a aprovação de um fundo de 8 milhões de euros para o país, sendo 3 milhões destinados à resposta inicial e 5 milhões voltados à assistência humanitária.

    Os recursos serão distribuídos por meio da Cruz Vermelha, do Programa Mundial de Alimentos e de outras organizações civis que atuam na Venezuela.

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    "Estamos aqui com equipes médicas e a Defesa Civil italiana, auxiliando a população venezuelana após dois eventos catastróficos. Acredito que o mais importante seja a solidariedade humana e ajudar o nosso povo irmão venezuelano a se reerguer", afirmou De Vito.

    A ajuda italiana também contou com a participação de médicos ítalo-venezuelanos da associação "Venezuela - La Piccola Venezia", enviados em um voo da Força Aérea Italiana coordenado pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e pelo subsecretário Alfredo Mantovano.

    O grupo mantém postos médicos civis na clínica San José, em Maiquetía, e em Caraballeda, com capacidade para atender entre 190 e 210 pacientes por dia.

    Os dois terremotos registrados em 24 de junho na Venezuela já deixaram 4.490 mortos e 17.907 desabrigados, segundo balanço divulgado pelas autoridades locais no último domingo (12).

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    O relatório apresentado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e responsável pela força-tarefa dos acampamentos temporários, apontou aumento de 157 mortes em relação ao levantamento anterior.

    O número de feridos permanece em 16.740, enquanto 32.401 pessoas foram atendidas em hospitais. Cerca de 19.583 venezuelanos recebem assistência em 108 acampamentos temporários espalhados pelo país, sendo 10.908 deles em La Guaira, região costeira mais afetada, e 6.429 em Caracas.

    Desde o primeiro tremor, as autoridades registraram 1.222 réplicas sísmicas em território venezuelano, de acordo com dados oficiais. .

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