Irã sugere que explosões não são ataques dos EUA, ambos os lados relatam que navios foram atingidos

8 nov 2026 - 12h43
Resumo
A mídia iraniana atribuiu as recentes explosões no sul do país a atividades militares próprias, descartando ataques em larga escala dos EUA. Paralelamente, ambos os lados confirmaram novas ofensivas navais no Estreito de Ormuz: forças norte-americanas neutralizaram um navio comercial no Golfo de Omã, enquanto o Irã alegou que três petroleiros foram danificados por minas ou fogo. O conflito segue impactando o tráfego marítimo e o fluxo global de energia, sem confirmação independente dos ataques.

A mídia iraniana sugeriu que explosões ‌ocorridas no sul do Irã na noite de sábado estavam relacionadas a atividades militares iranianas, e não a ataques dos EUA, enquanto ambos os lados informaram que embarcações haviam sido atingidas no Estreito de Ormuz ou nas proximidades.

A televisão estatal iraniana informou que as autoridades não haviam confirmado ⁠nenhum ataque com mísseis em território iraniano após explosões ouvidas em várias ‌áreas, incluindo a Ilha de Qeshm, no estreito.

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O presidente Donald Trump havia dado a entender que renovaria ataques de grande porte contra o ‌Irã após as eleições de meio de mandato ‌dos EUA na semana passada, com Teerã afirmando que responderia ⁠atacando alvos norte-americanos e israelenses, mas não houve sinais de uma operação militar em grande escala por parte dos EUA.

Ambos os lados, no entanto, continuaram a realizar ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, restringindo as exportações de energia e outras commodities vitais para a economia mundial.

A televisão ‌estatal iraniana informou que as explosões ocorridas à noite poderiam estar relacionadas ‌a atividades militares iranianas na ⁠via navegável, onde, ⁠segundo o Irã, duas embarcações teriam colidido com minas e uma terceira teria ⁠pegado fogo.

Os EUA afirmaram que sua ‌Força Aérea havia neutralizado uma ‌embarcação no Golfo de Omã, além do estreito.

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A agência de notícias Tasnim informou que dois mísseis atingiram a Ilha de Qeshm, sem que houvesse informações oficiais sobre possíveis danos. Nem o Irã nem ⁠os EUA se pronunciaram sobre essa notícia. Washington afirmou, em 2 de novembro, que havia atacado a ilha como medida defensiva limitada contra iranianos que utilizavam mísseis terra-ar contra alvos norte-americanos.

EUA E IRÃ AFIRMAM TER ATACADO NAVIOS

Desde que os EUA e ‌Israel iniciaram ataques contra o Irã em fevereiro, Teerã tem buscado levar vantagem ao atingir embarcações no Estreito de Ormuz para bloquear as ⁠exportações de energia do Golfo, enquanto as forças norte-americanas começaram a bloquear o tráfego de e para os portos iranianos em abril.

As Forças Armadas dos EUA informaram na noite de sábado que sua Força Aérea havia disparado contra a popa de um navio comercial no Golfo de Omã, incapacitando-o enquanto tentava atravessar o bloqueio.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que dois petroleiros pegaram fogo após atingirem minas enquanto tentavam passar por uma "rota não autorizada" no Estreito de Ormuz. Um terceiro petroleiro também sofreu uma explosão e pegou fogo, informou posteriormente a agência de notícias semioficial Fars.

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A Reuters não conseguiu confirmar nenhum dos ataques relatados.

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