O Irã prometeu uma resposta rápida e dolorosa aos recentes bombardeios dos EUA contra alvos estratégicos no Estreito de Ormuz. As tensões aumentaram após Washington atacar três petroleiros iranianos e a Guarda Revolucionária revidar contra embarcações americanas e outros navios no estreito. Diante de novas sanções econômicas impostas por Donald Trump, Teerã declarou o fim da era das respostas proporcionais e ameaçou infligir severos prejuízos financeiros aos EUA em meio à escalada global da energia.
"Os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionais acabou", afirmou Ghalibaf em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana. Segundo ele, "qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã será respondida de forma mais rápida, intensa e dolorosa".
Após uma trégua de um mês, os confrontos foram retomados em 30 de agosto, quando as Forças Armadas dos EUA realizaram bombardeios contra instalações iranianas na região do Estreito de Ormuz.
Na manhã deste domingo, a Guarda Revolucionária informou ter atacado uma embarcação não tripulada dos Estados Unidos que tentava entrar no Estreito de Ormuz, de acordo com a televisão estatal.
Mais cedo, a corporação havia anunciado ataques contra três petroleiros que realizavam passagens consideradas não autorizadas pelo estreito, além de três embarcações americanas em outras áreas. A Guarda Revolucionária também alertou contra qualquer tentativa de navegação por rotas não aprovadas por Teerã.
Ataques americanos
No sábado (5), o Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou ter atacado três petroleiros iranianos.
Uma das embarcações estava próxima à Ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero do Irã no Golfo Pérsico. Outra estava mais ao sul, perto do Estreito de Ormuz e da cidade de Jask, enquanto a terceira navegava no Golfo de Omã.
Segundo correspondentes da televisão estatal iraniana, os ataques americanos não deixaram vítimas, e os tripulantes foram levados para terra firme.
Após o anúncio de novas sanções econômicas de Washington contra Teerã, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, afirmou neste domingo que a República Islâmica pretende impor custos econômicos aos Estados Unidos por meio do conflito.
"Se os Estados Unidos causarem um dólar de prejuízo econômico ao Irã, causarão dezenas de dólares de prejuízo a si mesmos", declarou.
Os preços da energia dispararam desde o início da guerra, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu manter sua campanha de "estrangulamento econômico" contra o Irã.
Com AFP