Estudantes que vivem no Grande Cânion de Nizhuhe, na província chinesa de Yunnan, passaram a levar cerca de 30 minutos para chegar à escola em um trajeto que antes exigia mais de três horas de caminhada.
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A mudança ocorreu após a entrada em operação do Fuyao, elevador de 288 metros instalado na parede de um penhasco. Segundo informações da agência chinesa Xinhua, o equipamento completa uma rede de transporte formada por outro elevador e um trecho de teleférico.
O conjunto conecta a vila de Nizhuhe à Escola Primária Guan Zhai. A escola fica mais de 500 metros acima da comunidade.
Antes da instalação do sistema, os alunos subiam por trilhas íngremes e estreitas, com trechos escorregadios e grandes desníveis. O novo percurso combina os dois elevadores e o teleférico e ficou conhecido na região como “ônibus escolar aéreo”.
O Fuyao se soma ao Qingyun, elevador de 268 metros que funciona desde 2022. O trecho de teleférico vence outros 200 metros de diferença de altitude. Os moradores de Nizhuhe e Guanzhai não pagam pelo uso da estrutura.
Turismo aumentou demanda por transporte
A construção do complexo começou em 2020 dentro de um projeto de turismo ecológico e cultural para o cânion. As primeiras estruturas começaram a receber passageiros dois anos depois.
Com o crescimento do turismo, um único elevador deixou de dar conta do fluxo. Em períodos de maior movimento, visitantes também ocupavam a passagem usada pelos estudantes.
A entrada do Fuyao elevou a capacidade total para 1,2 mil pessoas por hora. Nos horários de entrada e saída da escola, os alunos também passaram a contar com uma passagem exclusiva. Policiais e funcionários acompanham o movimento nesses períodos.
Até o fim de julho, quase mil estudantes haviam usado o sistema nos trajetos entre casa e escola, de acordo com a Xinhua. A nova ligação também aproximou as aldeias do circuito turístico da região. Moradores abriram pousadas, passaram a atuar como guias e começaram a vender produtos locais aos visitantes.
A melhoria no acesso também facilitou a saída de produtos das montanhas para outros mercados. Segundo a agência chinesa, a atividade criou novas fontes de renda para famílias que permaneceram nas comunidades. O projeto integra uma estratégia de revitalização rural que usa a mesma infraestrutura para atender moradores, estudantes e turistas.