Aprovação de Trump permanece em 33%; democratas estão mais animados com eleições de meio de mandato, diz Reuters/Ipsos

31 ago 2026 - 18h15
(atualizado às 18h59)
Resumo
A aprovação de Donald Trump estagnou em 33%, o pior nível de sua carreira política, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O desgaste é impulsionado pela insatisfação com a guerra no Irã e pela condução econômica, com 71% desaprovando a gestão do custo de vida. O cenário ameaça a maioria republicana no Congresso e favorece os democratas, que estão mais motivados para as eleições de meio de mandato e lideram a preferência entre os eleitores independentes.

O índice de aprovação do presidente Donald ‌Trump permaneceu estagnado no nível mais baixo de sua carreira política, em meio a uma insatisfação generalizada com a guerra no Irã e com a gestão econômica do republicano, mostrou pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira.

Apenas 33% dos norte-americanos aprovam o trabalho que Trump está realizando na Casa ⁠Branca -- esta é a terceira pesquisa consecutiva da Reuters/Ipsos que verifica a ‌mesma porcentagem de avaliação positiva ao presidente.

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A imagem política de Trump parece cada vez mais um fardo em potencial para o Partido Republicano, que ‌precisa defender maiorias estreitas no Congresso nas ‌eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.

Os democratas parecem ⁠mais animados com as eleições: 46% dos que se identificam como democratas se descrevem como "muito entusiasmados" com a votação em novembro, em comparação com 31% dos republicanos, de acordo com a última pesquisa da Reuters/Ipsos, que entrevistou 1.167 adultos norte-americanos em todo o país.

Questionados sobre em qual partido ‌votariam se as eleições para o Congresso fossem realizadas hoje, 36% dos independentes ‌na pesquisa escolheram os ⁠democratas e 22% ⁠disseram que votariam nos republicanos.

Desde meados de agosto, a popularidade de Trump tem se ⁠mantido em um nível atingido por ‌ele por um breve período ‌no início de seu primeiro mandato presidencial, e bem abaixo dos 47% que aprovavam seu desempenho no início do atual mandato. Sua avaliação é inferior ao ponto mais baixo atingido por seu antecessor ⁠no cargo, o democrata Joe Biden, que registrou 35% de aprovação, em outubro de 2024.

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Assim como Biden, Trump tem sido perseguido por um descontentamento generalizado em relação aos altos níveis de inflação. Os preços da gasolina dispararam desde que Trump ordenou o ‌bombardeio ao Irã, em fevereiro, e apenas 36% dos norte-americanos aprovam a guerra, segundo a pesquisa da Reuters/Ipsos.

O conflito passou por períodos de calmaria, ⁠mas, nos últimos dias, os dois lados trocaram ataques com mísseis e, desde o início da guerra, o Irã vem bloqueando amplamente uma importante via para o comércio global de petróleo.

Cerca de 71% dos norte-americanos -- incluindo quatro em cada dez republicanos -- desaprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida. No último mês, eleitores registrados na pesquisa têm afirmado que o Partido Democrata tem ideias melhores para a economia do que o Partido Republicano, marcando a primeira vez em cerca de uma década que os democratas lideram nessa questão.

Realizada ao longo de quatro dias, a pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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