Irã detém dezenas de pessoas e alerta sobre risco de "inimigo" em festival

17 mar 2026 - 11h11

O Irã prendeu 10 estrangeiros entre ‌dezenas de pessoas detidas sob suspeita de colaborar com Israel e Estados Unidos, informou a mídia iraniana na terça-feira, enquanto as autoridades advertiam as pessoas a ficarem em casa durante um festival que, segundo elas, poderia ser explorado pelo "inimigo".

O chefe ⁠de polícia do Irã, Ahmadreza Radan, disse no domingo que ‌pelo menos 500 pessoas foram presas desde o início da guerra que colocou Teerã contra Israel e Washington, acusando ‌os detidos de compartilhar informações com ‌os adversários.

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Além dos 10 estrangeiros presos na província ⁠de Coração Razavi, no nordeste do país, 55 pessoas foram detidas na província de Hormozgan, no sul, informou a agência de notícias semioficial Tasnim na terça-feira.

O grupo de indivíduos estrangeiros, cuja nacionalidade não foi informada nas reportagens da mídia, é ‌acusado de coletar informações sobre locais sensíveis e preparar operações de ‌campo. O grupo ⁠maior preso no ⁠sul do Irã foi apresentado como "mercenários" dos EUA e de Israel.

O ⁠Ministério da Inteligência afirmou à ‌mídia estatal na terça-feira ‌que centenas de sistemas Starlink, que alguns iranianos usam para contornar o desligamento da internet, foram apreendidos em uma operação nacional e lembrou às pessoas que possuir tal ⁠tecnologia poderia acarretar as mais altas punições.

Enquanto isso, o chefe de polícia também alertou sobre a possibilidade de que um festival popular realizado na noite de terça-feira possa fazer com que os adversários "criem ‌insegurança no país".

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Em janeiro, o país assistiu a protestos contra o governo em nível nacional, que foram combatidos na maior ⁠repressão da história da República Islâmica.

A Chaharshanbe Suri (Quarta-feira Escarlate), uma antiga festa zoroastriana, é realizada na véspera da última quarta-feira do calendário iraniano, com os iranianos geralmente soltando fogos de artifício e pulando fogueiras em suas casas ou nas ruas.

"O inimigo pode tentar causar acidentes e até mesmo vítimas com essas ações, a fim de inflamar a atmosfera no país", disse Radan, de acordo com a mídia estatal.

Um porta-voz dos bombeiros de Teerã também pediu às pessoas que não saíssem para o festival e, em vez disso, comemorassem em casa.

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