Irã 'cumpriu' acordo de paz com os EUA, diz ministro Relações Exteriores iraniano

Presidente Donald Trump declarou o fim da guerra na última quarta, 8. Segundo o americano, trégua chegou ao fim após ataques mútuos

11 jul 2026 - 07h38

O Irã "cumpriu sua palavra" sobre o cessar-fogo com os Estados Unidos, escreveu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, em uma publicação no X neste sábado, 11. A afirmação é feita após o presidente Donald Trump declarar o fim da trégua entre as duas nações na última quarta, 8.

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Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Nova Délhi
 15 de maio de 2026    REUTERS/Adnan Abidi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Nova Délhi 15 de maio de 2026 REUTERS/Adnan Abidi
Foto: Reuters

"O Irã cumpriu sua palavra até agora, ao contrário do chamado Secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o parágrafo 9 do memorando de entendimento", publicou Araqchi.

Apesar do fim do cessar-fogo, nesta sexta, 10, Trump disse que aceitou continuar as negociações com o Irã, afirmando, no entanto, que a trégua em vigor desde abril "terminou" devido aos ataques mútuos desta semana.

Irã e Estados Unidos retomaram os ataques na terça-feira, os mais significativos desde que assinaram, em 17 de junho, um memorando que ratificava o cessar-fogo alcançado em abril.

"O Irã nos pediu que continuássemos as 'conversas'. Nós aceitamos fazer isso, mas os Estados Unidos informaram, sem margem para dúvidas, que o cessar-fogo TERMINOU", escreveu Trump na Truth Social.

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O mandatário já havia declarado o fim da trégua na quarta, quando chamou os dirigentes iranianos de "malucos", afirmando que "é uma perda de tempo lidar com eles".

Os EUA bombardearam o Irã por duas noites seguidas após terem acusado o país de ser responsável pelos ataques contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz. Em resposta, as forças iranianas atacaram bases americanas no Kuwait, onde uma pessoa ficou ferida; no Bahrein e no Catar.

A escalada das tensões coincidiu com as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos bombardeios israelenses e americanos que desencadearam a guerra. /AFP

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