"Ela foi condenada a seis anos de prisão por reunião e conluio com o objetivo de cometer crimes", declarou seu advogado, Mostafa Nili, acrescentando que Narges Mohammadi também recebeu uma proibição de deixar o país por dois anos.
A militante de direitos humanos foi detida em 12 de dezembro com outros militantes antes do início do movimento de contestação, reprimido com violência pelas autoridades.
Mohammadi foi condenada ainda em outro processo a um ano e meio de prisão por "atividades de propaganda" e a dois anos de exílio na cidade de Khosf, na província oriental de Khorassan do Sul, detalhou o advogado. Segundo a lei iraniana, as penas de prisão não são cumulativas.
Nobel da Paz em 2023
A iraniana, considerada uma voz potente da revolução feminina no país, foi a 19ª mulher a receber o prêmio, que foi concedido um ano após o início da onda de protestos iniciados com a morte da jovemMahsa Amini, presa em 2022 por "uso incorreto" do véu islâmico obrigatório.
Ativista há mais de duas décadas, Mohammadi já foi presa diversas vezes. Em 2024, ela foi agredida por guardas na prisão, chegando a perder a consciência e a sofrer uma crise cardíaca.
Os filhos e o marido da ativista vivem em Paris, e, na ocasião, receberam o prêmio em seu lugar, em Oslo, na Noruega.
Com agências