França anuncia prisão de mais de 140 suspeitos por confrontos no país

Detenções integram investigação sobre destruição e saques no final de semana

20 out 2026 - 13h01
(atualizado às 13h16)
Resumo
A França prendeu ao menos 149 suspeitos por saques e destruição em protestos contra o alto custo de vida, que já deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e milhares de detidos. Para conter a violência, várias cidades decretaram toque de recolher a pedido do premiê Sébastien Lecornu. Iniciadas por estudantes em setembro, as manifestações se expandiram para pautas econômicas e refletem uma onda de insatisfação popular liderada por jovens que também atinge outros países europeus.

O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, anunciou nesta terça-feira (20) que ao menos149 suspeitos foram presos no país como parte das investigações sobre a destruição e os saques ocorridos no final de semana, à margem dos protestos contra o alto custo de vida.

Destruição tomou conta de diversas cidades francesas em meio a protestos contra alto custo de vida
Destruição tomou conta de diversas cidades francesas em meio a protestos contra alto custo de vida
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Darmanin expressou "satisfação" com as "respostas extremamente significativas da Justiça penal ", afirmando que os mandatos envolvem detenções "cautelares" ou "imediatas".

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Ontem, diversas cidades francesas determinaram toques de recolher para tentar impedir novos protestos violentos e evitar mais destruição pelo país. A medida atende a um pedido do primeiro-ministro Sébastien Lecornu diante da crise nacional.

Somente na madrugada de sábado (17) para domingo (18), os confrontos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 2,4 mil pessoas detidas.

Os protestos na França tiveram início em setembro com manifestações estudantis por melhores condições de ensino e de infraestrutura escolar, mas, nos últimos dias, evoluíram para outras pautas, como o alto custo de vida.

O movimento não se limita ao território francês: com protestos liderados por jovens da Geração Z, trabalhadores e sindicatos, as manifestações são uma resposta contundente à disparada do custo de vida, à crise de habitação e ao aumento dos aluguéis, além dos cortes nos serviços públicos e nos programas de bem-estar social, ocorrendo também em outros países europeus, como Bélgica, Espanha, Portugal, Alemanha e Albânia.

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