A França prendeu ao menos 149 suspeitos por saques e destruição em protestos contra o alto custo de vida, que já deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e milhares de detidos. Para conter a violência, várias cidades decretaram toque de recolher a pedido do premiê Sébastien Lecornu. Iniciadas por estudantes em setembro, as manifestações se expandiram para pautas econômicas e refletem uma onda de insatisfação popular liderada por jovens que também atinge outros países europeus.
O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, anunciou nesta terça-feira (20) que ao menos149 suspeitos foram presos no país como parte das investigações sobre a destruição e os saques ocorridos no final de semana, à margem dos protestos contra o alto custo de vida.
Darmanin expressou "satisfação" com as "respostas extremamente significativas da Justiça penal ", afirmando que os mandatos envolvem detenções "cautelares" ou "imediatas".
Ontem, diversas cidades francesas determinaram toques de recolher para tentar impedir novos protestos violentos e evitar mais destruição pelo país. A medida atende a um pedido do primeiro-ministro Sébastien Lecornu diante da crise nacional.
Somente na madrugada de sábado (17) para domingo (18), os confrontos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 2,4 mil pessoas detidas.
Os protestos na França tiveram início em setembro com manifestações estudantis por melhores condições de ensino e de infraestrutura escolar, mas, nos últimos dias, evoluíram para outras pautas, como o alto custo de vida.
O movimento não se limita ao território francês: com protestos liderados por jovens da Geração Z, trabalhadores e sindicatos, as manifestações são uma resposta contundente à disparada do custo de vida, à crise de habitação e ao aumento dos aluguéis, além dos cortes nos serviços públicos e nos programas de bem-estar social, ocorrendo também em outros países europeus, como Bélgica, Espanha, Portugal, Alemanha e Albânia.