Vestidos, em sua maioria, de branco e carregando uma rosa branca nas mãos, os participantes se reuniram em frente ao Hospital Infantil Lenval, de onde o caminhão iniciou sua trajetória. A unidade também recebeu muitos dos feridos e, nos anos seguintes, prestou atendimento a centenas de crianças traumatizadas pelo ataque.
A caminhada, liderada por cerca de 300 familiares de vítimas, percorreu toda a Promenade des Anglais sob forte calor. A avenida foi fechada temporariamente para carros e bicicletas durante a homenagem, mas permaneceu aberta aos numerosos turistas que circulavam pelo local.
"Não parece que já se passaram dez anos. Tenho a impressão de que foi há apenas dois. Há tristeza, mas também muita revolta", disse Georges Bilello, que perdeu um tio no atentado.
Além das quatro associações de vítimas que participaram da organização das cerimônias, estiveram presentes o prefeito e outras autoridades municipais, o representante do governo na região, o procurador, integrantes do Corpo de Bombeiros e representantes do OGC Nice, clube de futebol da cidade.
"Isso nos faz perceber que não estamos sozinhos e que a população também faz desse momento algo importante", afirmou Patrick Prigent, presidente da associação Life for Nice. Para ele, o décimo aniversário representa "um momento importante" e também a oportunidade de "virar a página, sem fechar o livro".
A caminhada terminou com a deposição de coroas de flores diante da escultura "O Anjo da Baía", obra do artista Jean-Marie Fondacaro, instalada na altura da avenida onde o caminhão foi interceptado e seu motorista, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, morto pela polícia.
As homenagens continuam nesta segunda-feira (13) com um culto ecumênico. Na terça-feira, será realizada a principal cerimônia, com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, seguida por um espetáculo de drones. Ao fim da apresentação, 86 feixes de luz azul serão projetados para o céu, em homenagem às vítimas do atentado.
Com AFP