Um dos objetivos da cúpula é demonstrar o "despertar estratégico" da Europa, segundo a organização. A coalizão, iniciada pela França e pelo Reino Unido, comprometeu-se a fornecer suporte militar à Ucrânia, incluindo o destacamento de tropas assim que um cessar-fogo for alcançado, a fim de dissuadir a Rússia de novas ofensivas.
"Esta ação não é dirigida contra nenhum povo, mas em defesa do nosso próprio povo", enfatizaram os líderes da Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia, Países Baixos e Reino Unido numa declaração conjunta. Moscou reagiu condenando o encontro e classificando-o como uma "coalizão pró-guerra".
Pouco antes da cúpula, nove países europeus, em cooperação com a Ucrânia, estabeleceram uma parceria para desenvolver conjuntamente "capacidades antimísseis balísticos", tanto para ajudar Kiev a defender-se contra ataques maciços de mísseis russos como para melhorar a segurança de todo o continente.
"Criar um escudo poderoso em toda a Europa é uma forma de complementar a nossa defesa", publicou Volodymyr Zelensky, na rede social X, salientando que esta coligação lhe permitiria aprimorar a defesa "mais rapidamente e a um custo menor".
The Coalition of the Willing. I thank every leader who stands with Ukraine and our people today. Everyone who understands that Russian aggression can be stopped only through collective pressure. And everyone who is ready to affirm this unity not only in words, but also through… pic.twitter.com/bgJjEp3Y3A
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 13, 2026
O encontro, no Hôtel des Invalides, edifício militar histórico que abriga o túmulo de Napoleão, contou com a presença de 20 chefes de Estado e de governo, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler polonês Donald Tusk e o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz.
O Palácio do Eliseu enfatizou ainda que a coalizão pretende amplificar um "momento muito forte de convergência e unidade transatlântica", bem como "uma dinâmica mais favorável no terreno para a Ucrânia".
Mais cedo, durante encontro com as Forças Armadas, Emmanuel Macron, afirmou que a França e a Europa estão prontos para defender "a liberdade e a lei", "mesmo que isso custe sangue, se necessário", diante do temor de uma possível escalada da guerra na Ucrânia.
Com AFP