"A Europa está se tornando uma potência... A mensagem que estamos enviando ao mundo é esta: sim, a paz é o nosso objetivo, sim, prezamos a liberdade e a lei. E sim, estamos prontos para lutar para defendê-las sempre, mesmo que isso custe sangue, se necessário", declarou Macron durante o evento com as Forças Armadas.
O presidente francês também enfatizou os esforços de "rearmamento" feitos pelo país desde que ele chegou ao poder, sobretudo no contexto atual de guerras no mundo, com os conflitos no Oriente Médio, além de Ucrânia e Rússia. Ele apelou para a unidade entre os europeus, para que "assumam a responsabilidade pela autodefesa e pela ação".
"Mesmo antes do Sahel (região no norte da África) mergulhar no caos, mesmo antes do Oriente Médio e do Pacífico entrarem em chamas, mesmo antes da guerra chegar ao solo europeu, já tínhamos começado nosso rearmamento, mesmo antes do início desta guerra insensata que a Rússia trava contra a Ucrânia", refletiu Macron.
O orçamento das Forças Armadas francesas duplicou durante seus dois mandatos, e uma atualização da lei de programação militar, aprovada pelo Parlamento, aumenta para € 436 bilhões no período de 2024 a 2030 o valor que era previsto inicialmente em € 400 bilhões.
Em 2017, "anunciei a vocês que o orçamento da defesa seria aumentado, que os compromissos seriam honrados e que a França e suas Forças Armadas cumpririam seus deveres e responsabilidades... O compromisso foi cumprido, os fatos comprovam e a história julgará", argumentou ele na véspera do último desfile militar de 14 de julho sob seu mandato.
"Nacionalismo jamais"
Le patriotisme oui.
Le nationalisme jamais. pic.twitter.com/Y7hZHM4fQZ
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) July 13, 2026
Durante o discurso, Emmanuel Macron também defendeu a continuidade dos planos industriais de defesa europeus e alertou contra o que chamou de "absurdo" do "nacionalismo" após o fracasso do projeto franco-alemão de caças do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA).
"Patriotismo, sim; nacionalismo, jamais. E, neste momento em que a Europa está se rearmando, é um absurdo pensar que o caminho da história é acumular capacidades (militares) separadamente", advertiu.
"Devemos construir como europeus e manter nossas características específicas, nossos processos de tomada de decisão, nossas forças de intervenção e nossa credibilidade", concluiu Macron.
Ainda nesta segunda-feira (13), o chefe de Estado francês participa de uma nova cúpula da "coalizão dos voluntários", grupo de países aliados da Ucrânia. O encontro acontece em Paris com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Com AFP