Em Paris, apoiadores de Lula reivindicam o verde-amarelo e pedem votos no segundo turno

Neste domingo (18), apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram na Praça da República, em Paris, para pedir votos no segundo turno, que acontece na próxima semana, depois das manifestações pró-democracia que reuniram milhões de pessoas pelo Brasil.

18 out 2026 - 17h42
Resumo
Apoiadores de Lula reuniram-se em Paris para pedir votos no segundo turno e reivindicar o uso das cores verde e amarela, associadas ao bolsonarismo. Vestindo camisas da seleção, manifestantes de várias idades defenderam a democracia, a liberdade de expressão e a importância de políticas públicas que viabilizaram seus estudos e trabalhos no exterior. O ato também criticou o avanço da extrema-direita global e supostas interferências de Big Techs, sendo encerrado devido a protestos estudantis locais.

O protesto reuniu pessoas de todas as idades, que criticavam a família Bolsonaro. Muitos, como Marie Antero dos Santos, disseram estar ali por algo que vai além da polarização atual do país.

"Eu não sou nem de direita nem de esquerda, mas, nesse momento, é pela democracia do Brasil, pela liberdade de expressão, para que não voltemos a uma ditadura na América Latina", diz.

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Boa parte dos manifestantes vestiu a camisa verde e amarela da seleção para reivindicar a bandeira, iniciativa promovida nas redes sociais.

Silvia, que mora há sete anos em Paris e trabalha na organização Médicos Sem Fronteiras, usava uma blusa da seleção brasileira com o número 13, de Lula, pintado de vermelho no meio, e afirmou ter orgulho do movimento de reapropriação das cores do Brasil. 

"As cores são democráticas, elas são de todo mundo e a esquerda é realmente legítima para utilizar as cores da pátria," disse a expatriada. 

Vários manifestantes destacaram a importância de votar em um governo que os ajudou a estudar e a trabalhar fora do Brasil.

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Mariana Aguiar Sanchez, recepcionista e estudante brasileira, também usava uma camisa verde e amarela. Para ela, o protesto contra o bolsonarismo não se limita ao Brasil e acontece no mundo inteiro.

"Eu estou aqui em defesa da democracia. Eu acho que tem um movimento muito forte no mundo inteiro, de extrema direita, que está ameaçando a democracia, nosso poder de voto. E eu acho muito importante não se posicionar apenas na internet, mas também na rua."

Já a engenheira Bianca Motta, que atua na área de tecnologia, protestou contra o que classifica como ingerência dos Estados Unidos e de "Big Techs", como a Meta, nas eleições brasileiras. 

"O fato de os Estados Unidos estarem tentando meter o bedelho nas nossas eleições é totalmente inaceitável. Eu tenho visto as movimentações, o tanto que as páginas da esquerda estão sendo impactadas", diz Bianca.

A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, admite falhas técnicas na campanha de Lula, mas nega interferência.

Gabriel Ribeiro dos Santos, dentista que chegou recentemente a Paris, afirmou que protestar é importante para ele porque faz parte da luta "de tentar virar voto, de tentar construir um Brasil melhor."

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"Eu sou fruto também de políticas públicas e quero isso também para as futuras gerações", acrescentou.

A historiadora brasileira Natália Peixoto Bravo de Souza ressaltou a importância de os brasileiros no exterior também se manifestarem:

"Acho que a gente está fora do Brasil em grande parte das pessoas que estão aqui, graças às oportunidades que vieram de governo, de social-democratas, de governos progressistas. E acho que a gente está no. A gente está vivendo fora, mas os vínculos permanecem no Brasil."

A manifestação, que começou às 13h, foi interrompida abruptamente às 15h, em função do movimento estudantil que toma as cidades da França.

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