A maioria dessas pessoas já foi devolvida às autoridades marroquinas, mas o episódio reacendeu o debate sobre o controle das fronteiras europeias. Apesar de os dados mostrarem uma queda de 37% nas entradas ilegais na União Europeia no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, vários governos defendem regras ainda mais rígidas.
Os dados da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) mostram que, neste ano, Grécia e Itália receberam mais migrantes do que a própria Espanha. Diante disso, muitos analistas apontam que a crise de Ceuta foi usada por setores da extrema direita para pressionar a Comissão Europeia a endurecer sua política migratória.