Conselho da Europa suspende imunidade de ex-secretário-geral norueguês citado nos arquivos Epstein

O Conselho da Europa anunciou nesta quarta‑feira (11) a suspensão da imunidade de seu ex‑secretário‑geral, o norueguês Thorbjorn Jagland, alvo de uma investigação em seu país por vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.

11 fev 2026 - 11h35

Secretário‑geral da instituição sediada em Estrasburgo de 2009 a 2019, Thorbjorn Jagland beneficiava de imunidade diplomática, mesmo após o fim de seu mandato, para atos cometidos no exercício de suas funções.

Jagland, que também foi primeiro‑ministro da Noruega entre 1996 e 1997, está sendo investigado pela polícia norueguesa por suspeitas de "corrupção agravada". Ele era presidente do comitê Nobel, que concede o Prêmio Nobel da Paz e secretário‑geral do Conselho da Europa no período em que manteve relações com Epstein nos anos 2010.

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A suspensão da imunidade permitirá "que a justiça norueguesa faça seu trabalho e que Jagland, caso seja processado, possa se defender", afirmou o atual secretário‑geral do Conselho da Europa, o suíço Alain Berset.

A retirada da imunidade "era esperada", e Jagland "vai cooperar com a investigação", declarou seu advogado, Anders Brosveet, em comunicado, assegurando que ele leva "o caso muito a sério", mas insistindo que "não há nenhum fato penalmente condenável".

Segundo o jornal norueguês Verdens Gang, com base em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, Jagland teria solicitado a Epstein uma garantia para a compra de um apartamento, sem que se saiba o desfecho do pedido.

Atualmente com 75 anos, Jagland afirmou ao jornal que todos os empréstimos para seus imóveis foram obtidos junto ao banco norueguês DNB.

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Ele também se hospedou na casa de Epstein em Nova York em 2018, e em Paris em 2015 e 2018, segundo os mesmos documentos.

Sua família e ele haviam planejado uma viagem em 2014 para a ilha pertencente ao criminoso sexual americano, que acabou sendo cancelada.

Jagland havia afirmado no passado que seus vínculos com Epstein eram "um aspecto normal de uma atividade diplomática". No início de fevereiro, ele declarou ao jornal Aftenposten que havia cometido "um erro de julgamento" ao manter essa relação.

O Conselho da Europa, que reúne 46 países membros, atua como guardião da democracia e dos direitos humanos no continente.

Com AFP

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