O governo Trump gerou polêmica ao usar a bandeira de Betsy Ross em publicação exaltando patriotismo, após críticas da União Europeia pela possível anexação da Groenlândia, intensificando tensões diplomáticas.
Alvo de críticas de líderes europeus após voltar a ameaçar a anexação da Groenlândia, o governo dos Estados Unidos gerou polêmica ao exaltar o patriotismo em uma publicação nas redes sociais: a postagem feita no perfil do X da Secretaria de Trabalho leva a bandeira de Betsy Ross, que remete ao período pré-Guerra Civil americana e, mais recentemente, passou a ser usada por grupos nacionalistas.
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"O patriotismo prevalecerá. América em primeiro. Sempre", diz a legenda da publicação feita na última quarta-feira, 7 (veja abaixo).
O símbolo é uma das primeiras versões da bandeira nacional estadunidense. Adotada em 1777, ela leva 13 estrelas dispostas em círculo sobre um fundo azul e 13 faixas alternadas entre vermelho e branco, ícones que remetem às 13 colônias que deram origem ao país.
Patriotism will Prevail.
America First. Always. pic.twitter.com/G63ZUkeMP1
— U.S. Department of Labor (@USDOL) January 7, 2026
A publicação, que carrega a frase 'America First'. também faz alusão a um dos principais slogans ligados ao Make America Great Again (MAGA, ou Faça a América Grande Novamente, em português), movimento político liderado pelo presidente Donald Trump.
A manifestação torna-se mais um capítulo das tensões entre líderes europeus e o governo dos Estados Unidos, criticado publicamente pelas decisões recentes de política externa.
A União Europeia se movimenta após as novas manifestações de Trump e aliados sobre uma possível anexação da Groenlândia, ilha autônoma que compõe o território da Dinamarca, país-membro da Otan.
"A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras", declarou a porta-voz dos diplomatas europeus, Anitta Hipper. "Isso é ainda mais verdadeiro quando a integridade territorial de um Estado-membro da União Europeia é questionada", acrescentou.
Questionada sobre declarações de Trump segundo as quais a União Europeia precisaria que os Estados Unidos controlassem a Groenlândia, a porta-voz respondeu: "Certamente que não".
"Exorto os Estados Unidos a porem fim às suas ameaças contra um aliado histórico e contra um território e um povo que deixaram claro que não estão à venda", também reagiu no domingo, 4, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.