Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 31, novas tarifas recíprocas sobre produtos de diferentes países importados pelos Estados Unidos. As taxas variam de 10% a 41%.
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A medida faz parte da ofensiva tarifária que Trump iniciou em abril deste ano, quando impôs a tarifa mínima de 10% sobre todos os produtos importados. O presidente dos EUA justificou que as novas tarifas recíprocas são uma correção dessa taxação inicial.
Segundo a Casa Branca, alguns dos parceiros comerciais dos Estados Unidos não entraram em negociações com o país para corrigir questões relacionadas aos impostos por importação ou não tomaram medidas consideradas suficientemente adequadas pelo governo Trump, por isso as taxas sobre produtos desses países serão maiores.
Veja a lista dos países afetados. As nações não citadas abaixo seguem com a tarifa de 10%
- África do Sul: tarifa recíproca de 30%
- Bangladesh: tarifa de 20%
- Camarões: tarifa de 15%
- Chade: tarifa de 15%
- Israel: tarifa de 15%
- Lesoto: tarifa recíproca de 15%
- Suíça: tarifa de 39%
- Turquia: tarifa de 15%
- Venezuela: tarifa de 15%
- Vietnã: tarifa recíproca de 20%
Trump já havia comunicado que países que não chegassem a um acordo com os EUA até esta sexta-feira, 1º, data de implementação do tarifaço, estariam sujeitos a tarifas maiores.
A nova medida da Casa Branca acontece após as cartas enviadas por Donald Trump no mês de julho para países com os quais os Estados Unidos mantêm relações comerciais. Nos documentos, Trump estabeleceu tarifas de 20% a 50% para produtos importados, sendo o Brasil a nação com as maiores tarifas.
Por mais que os produtos brasileiros estejam sujeitos a uma tarifa de 50%, quase 700 itens de origem brasileira foram inseridos em uma lista de exceção às tarifas extras impostas por Trump. As exceções são de setores estratégicos e estão entre as principais importações dos EUA, como produtos de mineração, agrícolas e aeronaves.