Deputado diz que Irã atingirá bases americanas na Itália em caso de ataque dos EUA

Guarda Revolucionária Islâmica prometeu uma resposta 'sem limites geográficos'

4 nov 2026 - 16h48
(atualizado às 17h17)
Resumo
Parlamentares iranianos e a Guarda Revolucionária alertaram que o país atacará bases dos Estados Unidos na Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, se forem utilizadas em uma ofensiva contra Teerã. Respaldado por diretrizes para atualizar alvos estratégicos, o regime prometeu uma resposta imediata e sem limites geográficos, advertindo que a cooperação logística europeia com Washington não ficará impune perante uma nova doutrina militar elaborada pelas forças iranianas.

Um parlamentar iraniano afirmou nesta quarta-feira (4) que, caso os Estados Unidos utilizem bases militares na Europa para atacar o Irã, o país responderá atingindo essas instalações no continente europeu, incluindo as situadas na Itália e na Alemanha.

Guarda Revolucionária Islâmica prometeu uma resposta 'sem limites geográficos'
Guarda Revolucionária Islâmica prometeu uma resposta 'sem limites geográficos'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Se a América utilizar suas bases na Europa, incluindo as que estão na Itália e na Alemanha, mísseis iranianos serão lançados em direção à Europa", declarou Ahmad Bakhshayesh Ardestani, integrante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, em entrevista à rede Euronews.

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No mesmo contexto, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) emitiu uma nota prometendo "uma resposta imediata e eficaz, sem limites geográficos, a qualquer nível ou tipo de ameaça". O comunicado faz referência a diretrizes do líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, que determinou a atualização da "lista de alvos estratégicos" das forças armadas iranianas.

"Não agimos dessa forma nos dois confrontos anteriores, mas, desta vez, não permitiremos que o apoio oferecido pela Europa aos Estados Unidos para um ataque contra o Irã fique impune ou sem consequências", acrescentou Ardestani.

Ao ser questionado se a Europa estaria ingressando em um cenário de guerra direta com Teerã, o parlamentar argumentou que os países europeus já haviam entrado em conflito tácito com o Irã em episódios anteriores ao autorizarem o uso logístico de suas instalações militares pelos americanos.

Outro integrante da Comissão de Segurança Nacional, Fada Hossein Maleki, reforçou que o Irã desenvolveu uma nova doutrina militar e um cenário inédito de resposta a um eventual confronto, algo que, segundo ele, pegará de surpresa tanto Washington quanto os governos europeus. .

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