Bob Dylan e papa Leão se reúnem no Vaticano

4 nov 2026 - 16h25
Resumo
Nesta quarta-feira, o lendário músico Bob Dylan foi recebido pelo papa Leão em audiência privada no Vaticano. O encontro histórico entre os dois conterrâneos do Meio-Oeste dos EUA ocorreu no Palácio Apostólico, articulado pelo padre Antonio Spadaro. Conhecido por ser fã do compositor, o líder católico já havia citado versos de Dylan em um livro recente. Registrada pelo jornal oficial da Santa Sé, a reunião inédita aproximou o ícone do folk da liderança da Igreja Católica.

Bob Dylan passou mais de seis décadas batendo à porta do céu. Nesta quarta-feira, a porta se abriu no Vaticano, onde o lendário músico teve uma audiência privada ⁠com o papa Leão.

Leão e Dylan, conterrâneos do ‌Meio-Oeste dos EUA, podem ser vistos reunidos no escritório do papa, no ornamentado ‌Palácio Apostólico, em fotos compartilhadas ‌pelo jornal do Vaticano nas redes ⁠sociais.

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O líder da Igreja Católica, de 71 anos, vestia sua habitual batina branca. Dylan, o cantor e compositor folk que adotou instrumentos elétricos nos anos 1960, usava um casaco preto, ‌luvas pretas e um moletom preto com ‌capuz.

O padre Antonio ⁠Spadaro, funcionário ⁠do Vaticano e jesuíta conhecido por estreitar laços entre ⁠a Igreja ‌e figuras da indústria ‌do entretenimento, disse no Instagram que havia ajudado a organizar o encontro.

"Foi difícil não sentir a emoção de fazer parte ⁠de um encontro que tinha um verdadeiro sentido histórico, com a sensação de que, a cada passo pelo Palácio Apostólico, absolutamente tudo poderia acontecer!", ‌disse ele.

A assessoria de imprensa do Vaticano não se pronunciou imediatamente sobre se Leão e ⁠Dylan haviam discutido algo que "soprasse ao vento".

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O jornal do Vaticano informou que Leão "recebeu em audiência privada o Sr. Robert Allen Zimmerman", usando o nome que o músico recebeu ao nascer em Duluth, Minnesota.

Leão, natural de Chicago, é conhecido por ser fã de Dylan. Ele citou uma canção de protesto antinuclear do cantor, de 1963, intitulada "Go Away You Bomb", no prefácio de um livro lançado em julho.

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