Coreia do Norte diz que Coreia do Sul pagará preço por atribuir culpa pela explosão de mina, diz KCNA

29 set 2026 - 20h16
(atualizado às 20h46)
Resumo
A Coreia do Norte ameaçou retaliar a Coreia do Sul após Seul acusar Pyongyang de plantar minas terrestres que feriram dois soldados sul-coreanos na Zona Desmilitarizada. A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, negou que tropas do país tenham cruzado a fronteira e chamou as acusações de farsa fabricada pelo Sul, prometendo cobrar um preço pela provocação. O incidente amplia as tensões na península, ocorrendo em meio ao endurecimento da postura de Pyongyang contra seu vizinho.

A Coreia do Norte ‌afirmou na quarta-feira (horário local) que a Coreia do Sul pagará um preço por atribuir a culpa a Pyongyang pela explosão de uma mina que feriu dois sul-coreanos na fronteira da Zona Desmilitarizada e advertiu que retaliará se ⁠o Sul abrir fogo contra suas tropas.

O ministro da Defesa ‌da Coreia do Sul afirmou nesta terça-feira que minas norte-coreanas causaram a explosão na semana passada e ‌que tomaria medidas "correspondentes". Kang Shin-chul também ‌disse que a Coreia do Norte provavelmente colocou ⁠as minas como parte do reforço da fronteira.

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A Coreia do Sul, juntamente com o Comando da ONU que supervisiona o armistício da Guerra da Coreia, vem conduzindo uma investigação sobre a explosão que, em 21 de ‌setembro, feriu dois membros de uma equipe sul-coreana em missão ‌de reconhecimento dentro ⁠da Zona ⁠Desmilitarizada (DMZ), que tem 4 km de largura.

"As tribos da Coreia do Sul ⁠estão tentando fabricar 'provas materiais' ‌para comprovar isso, depois ‌de transferir a culpa pelo incidente para o outro lado", afirmou a irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, em comunicado divulgado pela agência oficial ⁠de notícias KCNA.

Kim é considerada uma confidente influente de seu irmão e costuma se pronunciar publicamente sobre assuntos externos.

"Os líderes da provocação devem estar preparados para pagar um preço pela ‌farsa que eles mesmos criaram", disse ela.

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"É uma atitude mesquinha e suja, condizente com as tribos da Coreia ⁠do Sul", disse ela. "Essa farsa não é, de forma alguma, novidade."

Ela também afirmou que as tropas norte-coreanas nunca cruzaram a Linha de Demarcação Militar que atravessa o centro da Zona Desmilitarizada (DMZ).

A Coreia do Sul afirmou acreditar que há indícios de que soldados norte-coreanos tenham violado a linha de fronteira enquanto realizavam obras de fortificação.

A Coreia do Norte intensificou sua hostilidade em relação ao Sul nos últimos anos, afirmando que não busca mais a unificação como objetivo nacional e que Seul é seu "principal inimigo".

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