Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir da custódia do ICE nos EUA

29 set 2026 - 19h57
(atualizado às 20h46)
Resumo
Uma enfermeira de Michigan, Chloe Renae Freeman, foi acusada de ajudar deliberadamente um imigrante mexicano a fugir da custódia do ICE dentro do hospital onde atuava. O homem, ferido ao tentar escapar de agentes federais, aproveitou o pós-exame para fugir com o auxílio dela e segue foragido. Freeman admitiu ter facilitado a saída por discordar da separação de famílias promovida pelo órgão e por temer pela saúde do paciente. Demitida da instituição, ela planeja se declarar inocente no tribunal.

Uma enfermeira de ‌Michigan foi acusada de ajudar um cidadão mexicano a fugir da custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no hospital onde trabalhava, mostraram documentos judiciais divulgados nesta terça-feira.

Chloe Renae Freeman, 33, de Whitmore Lake, Michigan, foi acusada ⁠no final de agosto de ajudar "deliberadamente" um imigrante não identificado, ‌sujeito a deportação dos Estados Unidos, a fugir da custódia federal no Trinity Health Ann Arbor Hospital, afirmou ‌o agente especial do FBI Michael Wagner ‌em uma denúncia criminal.

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O cidadão mexicano não identificado ⁠havia se ferido ao tentar fugir dos agentes do ICE em 28 de maio, segundo a denúncia. Ele foi levado ao hospital, onde Freeman trabalhava, para uma avaliação médica e, posteriormente, passou por uma tomografia computadorizada, disse Wagner.

Após a ‌conclusão do exame, Freeman retirou o imigrante da sala de exames, ‌de acordo com ⁠a denúncia. ⁠Imagens das câmeras de segurança mostraram o homem saindo do hospital pelas ⁠portas da área de ‌ambulâncias menos de três ‌minutos depois que Freeman o retirou de lá, segundo a denúncia.

Ele não foi localizado desde então, de acordo com a denúncia.

Wagner disse que Freeman admitiu, durante uma entrevista ⁠em 18 de junho, que permitiu que o indivíduo saísse do hospital. Embora soubesse que ele era um detido do ICE, ela disse que não acreditava que ele estivesse sob custódia naquele momento, ‌pois os agentes não estavam fisicamente com ele na sala de tomografia computadorizada.

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"FREEMAN disse aos entrevistadores que não concordava ⁠com o ICE separar pessoas de suas famílias e que sabia que 'iria libertá-lo'", escreveu Wagner na denúncia.

Ele acrescentou que a enfermeira disse acreditar que o homem poderia ter morrido devido aos ferimentos.

A Trinity Health informou que Freeman não trabalha mais no hospital.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Freeman não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Freeman deveria comparecer ao tribunal federal em Detroit nesta terça-feira, de acordo com o Detroit News. Seu advogado, Matthew Borgula, disse ao jornal que ela planeja se declarar inocente.

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