Congo inicia vacinação contra Ebola para profissionais de saúde

28 ago 2026 - 10h53
(atualizado às 11h30)
Resumo
A República Democrática do Congo iniciou a vacinação de profissionais de saúde para conter o maior surto de Ebola do país e o segundo mais mortal do mundo, com 2.786 mortes. Diante da falta de imunizantes aprovados para a espécie Bundibugyo, causadora da epidemia, as autoridades aplicam doses da vacina Ervebo, desenvolvida para a cepa Zaire, em um ensaio clínico que avaliará sua eficácia em humanos nas províncias mais afetadas.

A República Democrática ‌do Congo iniciou na quinta-feira a vacinação de profissionais de saúde da linha de frente com uma vacina aprovada para uma espécie diferente do Ebola, enquanto as autoridades buscam conter o maior ⁠e mais letal surto de Ebola já registrado ‌no país.

O ministro da Saúde, Samuel-Roger Kamba, afirmou que o Congo recebeu mais de 50.000 ‌doses da vacina Ervebo e ‌que iniciaria a vacinação nas províncias afetadas ⁠pelo surto, priorizando os profissionais de saúde.

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A Ervebo é licenciada contra a espécie Zaire do Ebola e foi utilizada com sucesso em surtos anteriores. A epidemia atual é causada pela espécie Bundibugyo, ‌para a qual não há vacina ou tratamento ‌aprovado.

Estudos iniciais em ⁠animais sugerem ⁠que a Ervebo poderia oferecer alguma proteção contra a espécie ⁠Bundibugyo, e as ‌autoridades estão utilizando ‌20 mil das 70 mil doses alocadas ao Congo em um ensaio clínico para avaliar sua eficácia em seres humanos.

Várias vacinas voltadas especificamente ⁠para a espécie Bundibugyo também estão em desenvolvimento, incluindo candidatas da Universidade de Oxford e da Iniciativa Internacional para a Vacina contra a Aids (Iavi).

A vacinação começou na ‌cidade de Kisangani, no nordeste do país, capital da província de Tshopo, uma das seis províncias ⁠afetadas pelo surto.

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Kamba afirmou que a campanha abrangerá inicialmente as províncias vizinhas a Ituri, onde o surto foi detectado pela primeira vez e continua sendo o mais concentrado, antes de avançar progressivamente para o interior do país.

O surto, declarado em 15 de maio, infectou 5.794 pessoas e causou 2.786 mortes, de acordo com os números mais recentes do governo, tornando-se a segunda epidemia de Ebola mais mortal já registrada no mundo.

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