CDC considera baixo o risco de peste e monitora chegadas da Sibéria, diz diretora

7 out 2026 - 16h20
Resumo
O CDC considera extremamente baixo o risco de peste pneumônica nos EUA após a morte não confirmada de uma mulher na Sibéria, mas monitora a chegada de viajantes da região em parceria com agências federais. Embora voos diretos estejam suspensos desde 2022, o Aeroporto JFK pode realizar triagens preventivas. Autoridades russas também descartaram o risco de epidemia, e o governo americano investiga a situação sem suspeitas de uso de armas biológicas.

A diretora do Centro de ‌Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Erica Schwartz, afirmou nesta quarta-feira que o risco decorrente de um caso não confirmado de peste pneumônica na Sibéria é extremamente baixo para os ⁠EUA, mas a agência está preparada para monitorar e ‌fazer uma triagem dos viajantes.

"Estamos trabalhando com o Departamento de Segurança Interna, com o Departamento ‌de Estado, o Departamento de ‌Guerra  e outras agências do governo para garantir ⁠que saibamos exatamente se alguém daquela região entrar nos Estados Unidos", disse Schwartz no evento "O Futuro da Saúde", organizado pelo Wall Street Journal em Washington.

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O CDC possui um posto de saúde no Aeroporto ‌Internacional John F. Kennedy que pode realizar vigilância ‌e triagem de ⁠viajantes da ⁠região que entram nos Estados Unidos, acrescentou.

O Departamento de Saúde ⁠e Serviços Humanos ‌dos EUA não respondeu ‌imediatamente se a agência planeja estabelecer triagem no JFK.

Schwartz disse que há cerca de 200 voos por ano provenientes da região da Sibéria, ⁠embora voos diretos entre a Rússia e os EUA tenham sido suspensos desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

O órgão regulador de saúde da Rússia ‌afirmou que não há riscos de uma epidemia na Sibéria após a morte de uma funcionária ⁠do instituto de peste local por pneumonia de origem ainda não determinada, em um caso que gerou preocupação internacional.

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"O que estamos fazendo, de uma perspectiva governamental ampla, é garantir que entendamos exatamente qual é essa ameaça", disse Schwartz.

"Estamos muito confiantes de que a ameaça para os Estados Unidos é extremamente baixa."

O presidente dos EUA, Donald Trump, também disse a jornalistas não acreditar que a morte tenha sido causada por uma arma biológica.

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