O CDC considera extremamente baixo o risco de peste pneumônica nos EUA após a morte não confirmada de uma mulher na Sibéria, mas monitora a chegada de viajantes da região em parceria com agências federais. Embora voos diretos estejam suspensos desde 2022, o Aeroporto JFK pode realizar triagens preventivas. Autoridades russas também descartaram o risco de epidemia, e o governo americano investiga a situação sem suspeitas de uso de armas biológicas.
A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Erica Schwartz, afirmou nesta quarta-feira que o risco decorrente de um caso não confirmado de peste pneumônica na Sibéria é extremamente baixo para os EUA, mas a agência está preparada para monitorar e fazer uma triagem dos viajantes.
"Estamos trabalhando com o Departamento de Segurança Interna, com o Departamento de Estado, o Departamento de Guerra e outras agências do governo para garantir que saibamos exatamente se alguém daquela região entrar nos Estados Unidos", disse Schwartz no evento "O Futuro da Saúde", organizado pelo Wall Street Journal em Washington.
O CDC possui um posto de saúde no Aeroporto Internacional John F. Kennedy que pode realizar vigilância e triagem de viajantes da região que entram nos Estados Unidos, acrescentou.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA não respondeu imediatamente se a agência planeja estabelecer triagem no JFK.
Schwartz disse que há cerca de 200 voos por ano provenientes da região da Sibéria, embora voos diretos entre a Rússia e os EUA tenham sido suspensos desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.
O órgão regulador de saúde da Rússia afirmou que não há riscos de uma epidemia na Sibéria após a morte de uma funcionária do instituto de peste local por pneumonia de origem ainda não determinada, em um caso que gerou preocupação internacional.
"O que estamos fazendo, de uma perspectiva governamental ampla, é garantir que entendamos exatamente qual é essa ameaça", disse Schwartz.
"Estamos muito confiantes de que a ameaça para os Estados Unidos é extremamente baixa."
O presidente dos EUA, Donald Trump, também disse a jornalistas não acreditar que a morte tenha sido causada por uma arma biológica.