Presidente da Itália perdoa joalheiro que matou assaltantes pelas costas

Guido Gianni condenado a mais de 12 anos de prisão em função do caso

7 out 2026 - 16h57
(atualizado às 17h02)
Resumo
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, concedeu indulto ao joalheiro Guido Gianni, condenado a mais de 12 anos de prisão por matar dois assaltantes pelas costas durante um roubo em 2008, na Sicília. A alegação de legítima defesa havia sido rejeitada pela Justiça na época, mas o comerciante, que cumpria pena domiciliar por questões de saúde, recebeu o perdão presidencial junto a outros dois apenados. A medida foi publicamente comemorada pelo vice-premiê do país, Matteo Salvini.

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, assinou nesta quarta-feira (7) três decretos de indulto individual. Um dos beneficiados foi um joalheiro condenado a 12 anos e quatro meses de prisão por ter matado dois assaltantes após um roubo em seu estabelecimento comercial, em 2008.

Guido Gianni condenado a mais de 12 anos de prisão em função do caso
Guido Gianni condenado a mais de 12 anos de prisão em função do caso
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O primeiro decreto de perdão foi concedido a um homem identificado apenas pelas iniciais "A.A.", condenado a sete anos de prisão por delitos relacionados ao tráfico de drogas e outros crimes.

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Ao tomar a decisão, o chefe de Estado levou em consideração os pareceres favoráveis das autoridades judiciárias e o estado de saúde extremamente grave e irreversível do homem.

Os outros dois beneficiados pela medida foram o joalheiro Guido Gianni e o cidadão identificado como "G.B.", condenado a 10 anos de reclusão por crimes de entorpecentes cometidos entre 2002 e 2009.

Ao conceder o indulto parcial a este último, Mattarella acolheu a avaliação favorável do juiz de execução penal, que destacou a regeneração do apenado e o delicado estado de saúde de sua filha menor de idade.

O caso do joalheiro guarda semelhanças com o de Mario Roggero, condenado a 14 anos e nove meses de prisão pela morte de dois assaltantes e por ferir um terceiro em sua joalheria, em 2021.

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Em 2008, três homens armados com pistolas de brinquedo invadiram a loja de Gianni, na Sicília, e renderam sua esposa. O empresário sacou um revólver registrado e efetuou disparos de advertência para o alto. Após um tumulto inicial, o trio tentou fugir, mas Gianni voltou a atirar, atingindo os assaltantes pelas costas. Davide Laudani e Sebastiano Catania morreram na ação, e o terceiro cúmplice ficou ferido.

Na época, a Justiça da Itália rejeitou a tese de legítima defesa do empresário; atualmente, o comerciante cumpria pena em prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

O vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, comemorou a decisão presidencial.

"Ao longo dos anos, acompanhei de perto o caso de Guido Gianni, cheguei a visitá-lo na prisão e apoiei sua luta. Hoje, fico feliz por ele e sua família. O que disse no passado continuo mantendo: quem é atacado em seu estabelecimento, vê a esposa ameaçada e reage para se defender e proteger seus entes queridos não pode ser tratado como criminoso", afirmou. .

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