Os Emirados Árabes afirmaram, neste sábado, 3, que o copiloto da companhia FlyDubai atacou o comandante da cabine com o machado de emergência para tentar assumir o controle da aeronave. Conforme o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, o episódio se tratou de uma tentativa de ato "terrorista".
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O caso ocorreu na última quarta-feira, 30, e causou pânico entre os passageiros do voo que tinha como destino Tel Aviv, capital de Israel. A aeronave despencou no ar, perdeu mais de 4.000 metros de altitude em 30 segundos e precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita.
Até então, não se sabia qual a arma utilizada no ataque. Segundo a agência de notícias Reuters, o copiloto foi identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, por uma fonte com conhecimento direto do caso.
Essa é a primeira vez que as autoridades dos Emirados classificam o episódio como tentativa de ataque terrorista. No entanto, a investigação busca determinar as circunstâncias em que o ataque ocorreu, a motivação do copiloto e se houve outras pessoas envolvidas no caso. As autoridades também analisam evidências físicas e digitais para chegar à uma resposta.
A Flydubai, empresa responsável pelo voo, afirmou que as circunstâncias do incidente continuam sob investigação e que não comentará mais detalhes.
Relembre o caso
O copiloto atacou o piloto e só foi contido após a intervenção de passageiros e comissários que estavam a bordo do Boeing 737. Os homens entraram em luta corporal e ficaram feridos. As informações são da agência internacional Reuters e do veículo israelense Canal 14.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram passageiros prestando atendimento ao piloto, um deles aparece com marcas de sangue no rosto após apartar o ataque com faca. “Estamos aqui no avião, havia um homem descontrolado com uma faca que esfaqueou um dos pilotos. Nós agimos e ajudamos o piloto”, disse o homem, identificado como Itzhak Liber.
O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, declarou que a ação do copiloto tinha como objetivo matar os passageiros israelenses do voo. No total, havia 180 passageiros a bordo da aeronave.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, corroborou com Gvir e afirmou que o ataque se tratou de uma tentativa de ataque terrorista jihadista. O chefe de Estado afirmou que o caso já está sendo investigado tanto por autoridades da Arábia Saudita, que chegaram a escoltar o voo no momento do pouso, quanto pelo Mossad, que é o Instituto de Inteligência e Operações Especiais israelense.
Segundo informações das agências internacionais, o avião conseguiu pousar graças à presença de dois passageiros do voo que eram pilotos. No comunicado da FlyDubai, a empresa cita que tripulantes fizeram o pouso, sem especificar quem participou da ação.
Antes da descida, o avião emitiu o sinal de sequestro da aviação internacional. O comandante que foi atacado e o copiloto receberam atendimento no aeroporto de Tabuk e foram encaminhados para o hospital.