Bombardeio russo mata 24 pessoas em vilarejo no sudeste da Ucrânia, dizem serviços de emergência

2 nov 2026 - 15h46
Resumo
Um bombardeio russo a uma escola que funcionava como centro de ajuda humanitária matou ao menos 24 pessoas, incluindo dois socorristas, e deixou 27 desaparecidos no vilarejo de Komyshuvakha, em Zaporizhzhia. Segundo o presidente Volodymyr Zelenskiy, a Rússia lançou bombas aéreas e realizou um segundo ataque mirando o abrigo. A ação ocorreu após o fim de um cessar-fogo de seis dias para evacuações, evidenciando, de acordo com o líder ucraniano, a rejeição russa a qualquer distensão no conflito.

As forças russas bombardearam ‌uma escola em um vilarejo na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, nesta segunda-feira, matando 24 pessoas, informaram os serviços de emergência da Ucrânia.

Os serviços de emergência informaram que ⁠dois membros de uma equipe de resgate ‌estavam entre os mortos no vilarejo de Komyshuvakha.

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O presidente Volodymyr Zelenskiy, em postagem no Telegram, ‌disse que as forças ‌russas inicialmente lançaram bombas aéreas sobre uma ⁠escola no vilarejo, usada para a distribuição de ajuda humanitária.

"Após o primeiro ataque aéreo, houve um novo ataque com mais nove bombas, diretamente no abrigo onde as pessoas estavam reunidas", ‌escreveu Zelenskiy.

"Os russos não poderiam ignorar que, todas ‌as semanas, ⁠os moradores ⁠que permaneceram em Komyshuvakha recebiam ajuda justamente ali. Essa ⁠é mais uma ‌prova de que ‌a Rússia não quer nenhum tipo de distensão, nenhuma justiça de verdade."

O vilarejo fica a sudeste da principal cidade da região, também ⁠chamada Zaporizhzhia.

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Regina Kharchenko, secretária da Câmara Municipal de Zaporizhzhia, disse que 27 pessoas estão desaparecidas após o ataque.

A polícia da região de Zaporizhzhia informou ‌que seus policiais e equipes de resgate estavam tentando chegar até os moradores que se ⁠acredita estarem presos sob os escombros.

Fotografias publicadas na internet mostravam escombros ainda fumegantes espalhados por toda a área.

O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo local de seis dias mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, com o objetivo de levar ajuda à cidade sitiada de Oleshky, a sudoeste, na região de Kherson, e evacuar os moradores que desejassem partir.

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