Deputada argentina questiona governo Milei sobre fuga de Flávio Bolsonaro: 'Como puderam autorizar?'

Marcela Pagano cobrou explicações sobre possíveis irregularidades na passagem do senador e de sua família pela Argentina

2 nov 2026 - 16h05
Deputada argentina Marcela Pagano em entrevista ao Fantástico
Deputada argentina Marcela Pagano em entrevista ao Fantástico
Foto: Reprodução/Fantástico

A deputada argentina Marcela Pagano cobrou explicações ao governo de Javier Milei sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, que envolveu passagem pela Argentina. Em entrevista ao Fantástico neste domingo, 1º, a parlamentar disse que há registros que apontam possíveis irregularidades no processo, incluindo o uso de escolta policial e de veículos diplomáticos na passagem de Flávio pelo país. "Como puderam autorizar essa operação?", questionou.

"A irregularidade na passagem pelo controle de imigração argentino, a escolta de policiais e, depois, o transporte em carros diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores da Argentina. São esses os elementos que eu apresento pra que a Justiça cobre explicações das autoridades argentinas sobre como puderam autorizar essa operação", disse a deputada.

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Em nota, o secretário de Comunicação da Presidência da Argentina, Fabian Fernandez, respondeu que o governo não tinha nada a declarar sobre uma eventual colaboração na saída de Flávio do Brasil e na viagem rumo aos Estados Unidos.

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Bastidores da fuga

O bastidor da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, conforme aponta investigação do Fantástico, envolve três passagens pela Argentina em 40 minutos, ajuda de um ex-agente secreto e van para a famíia. Flávio deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse seus passaporters à Polícia Federal.

A rota de fuga foi dividida em duas frentes, revela a apuração. Em uma das versões apuradas, Flávio deixou Brasília às 5h05 de terça-feira, dia 27 de outubro, em um jato. Nisso, a aeronave teria pousado primeiro em San Fernando, na região de Buenos Aires, por volta de 8h40. De lá, ele teria seguido em outro voo privado para Puerto Iguazú.

Já o restante de sua família -- sua esposa, Fernanda, e as duas filhas do casal -- partiu de Brasília em um avião rumo a Cascavel, no Paraná. De lá, por volta de 20 horas, as três teriam embarcado em uma van para cruzar a fronteira de Foz do Iguaçu em direção à Argentina.

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Registros da imigração argentina mostram três entradas de Flávio na mesma van: uma às 22h37 com o passaporte italiano, outra às 22h40 com a carteira de motorista, e uma às 23h11 com o passaporte brasileiro. Apenas o ingresso com o passaporte italiano ficou válido.

O Fantástico aponta que uma outra van, que teria cruzado a fronteira sete minutos antes do veículo que supostamente levava Flávio e sua família, contava com um ex-oficial do serviço de inteligência de Israel, o israelense Menachem Booky Halevy. Ele é investigado por ter ajudado Flávio na fuga.

Apesar do registro da entrada terrestre de Flávio na Argentina, a principal linha de investigação indica que o político desembarcou em Puerto Iguazú de avião, vindo de Buenos Aires. Nisso, ele teria aguardado dentro da aeronave até a chegada de sua família. De lá, partiram todos juntos aos Estados Unidos.

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Fonte: Portal Terra
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