O papa Leão XIV celebrou a evacuação de centenas de civis da devastada Oleshky rumo à Ucrânia e fez um apelo por diálogo e paz. A operação humanitária para resgate e envio de suprimentos ocorreu sob um cessar-fogo temporário intermediado pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, com articulação do Vaticano. O anúncio coincide com o fim da missão pastoral de solidariedade do monsenhor Luis Marín de San Martín às vítimas e voluntários do conflito ucraniano.
O papa Leão XIV celebrou neste domingo (1º) o êxito da operação humanitária que permitiu a evacuação de centenas de moradores da cidade de Oleshky rumo ao território ucraniano.
Durante a recitação da oração do Angelus, o pontífice afirmou esperar que a ação encoraje novas iniciativas em prol da paz no Leste Europeu.
"Uma operação humanitária em prol da população civil foi realizada na cidade de Oleshky. Espero que a cooperação entre as partes, que tornou possível esse gesto de humanidade tão necessário, promova uma maior disposição para o diálogo e conduza a novas iniciativas de paz concretas", declarou o líder da Igreja Católica diante dos fiéis na Praça São Pedro.
Os moradores do município devastado de Oleshky, localidade ocupada pelas forças russas, foram evacuados graças a um cessar-fogo humanitário temporário intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. A pausa nos combates entre russos e ucranianos está prevista para encerrar-se no fim deste domingo (1º).
O Vaticano, através do Papa, também atuou nas articulações para viabilizar a entrega de suprimentos básicos e o resgate dos habitantes da cidade. Situada na linha de frente do conflito, Oleshky enfrentava um quadro crítico de desabastecimento de alimentos e medicamentos.
Paralelamente ao anúncio da evacuação, foi concluída no sábado (31) a missão oficial na Ucrânia do monsenhor Luis Marín de San Martín, prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade.
A visita pastoral, organizada para expressar a solidariedade do Papa à população afetada pelo conflito, incluiu encontros com deslocados, vítimas diretas da guerra e voluntários que prestam assistência humanitária diária no país. .