O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, prometeu nesta terça-feira nunca abandonar seu cargo, ignorando um desafio à sua autoridade por parte do líder trabalhista na Escócia e outras figuras do partido que pediram sua renúncia.
Sob pressão por causa da nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, devido aos laços estreitos do veterano trabalhista com o falecido criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, Starmer saiu à luta, exortando seu partido a combater o verdadeiro inimigo — o partido populista Reform UK — em vez de lutar entre si.
Ele aproveitou uma visita a um centro comunitário no sul da Inglaterra para tentar mostrar que sua carreira política estava longe de estar morta, um dia após o maior desafio à sua autoridade, quando o líder escocês Anas Sarwar pediu que ele renunciasse e ele perdeu um segundo assessor em dois dias.
"Nunca abandonarei o mandato que me foi dado para mudar este país", disse Starmer ao público presente. "Nunca abandonarei as pessoas pelas quais sou responsável por lutar e nunca abandonarei o país que amo."
ALÍVIO COM RIVAIS APOIANDO PRIMEIRO-MINISTRO
Starmer disse que a verdadeira disputa era contra "a política do Reform, a política de dividir, dividir, dividir, de ressentimento, ressentimento, ressentimento, que vai despedaçar nosso país".
Ele ganhou um alívio na segunda-feira à noite, após obter o apoio de sua equipe de ministros, de potenciais rivais à liderança, como a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner, e de muitos dos parlamentares trabalhistas no Parlamento.
Nesta terça-feira, outro possível candidato à liderança, o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, também disse que apoiava Starmer.
"Sim, ele tem o meu apoio, o governo tem o meu apoio", disse ele após um discurso no think tank Resolution Foundation.
"Acho que o que todos precisamos fazer agora é acelerar o ritmo da mudança, e isso significa maior unidade em toda a família do movimento trabalhista".
As revelações sobre a profundidade da relação de Mandelson com Epstein representaram a maior ameaça até agora para Starmer, que afirmou repetidamente que o ex-embaixador e veterano trabalhista mentiu sobre seus laços com o falecido criminoso sexual.
No mês passado, o Departamento de Justiça dos EUA incluiu emails que sugerem que Mandelson vazou discussões sobre possíveis vendas de ativos britânicos e mudanças fiscais para Epstein durante a crise financeira.
Mandelson não comentou publicamente as alegações de que vazou documentos e não respondeu às mensagens solicitando comentários. Ele agora está sob investigação policial por suposta má conduta no cargo.