O líder do grupo radical islâmico nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau, justificou o massacre de 6 de julho em uma escola no noroeste do país, mas sem reivindicá-lo, em um vídeo obtido neste sábado pela agência AFP.
"Nós damos todo o nosso apoio ao ataque a este estabelecimento de educação ocidental em Mamudo", no estado de Yobe, declarou em um vídeo de dez minutos, referindo-se ao massacre de 41 alunos e um professor (segundo um registro estabelecido por fontes médicas). Contudo, Shekau afirmou que seu grupo não é o responsável pela morte dos estuantes.
Em um momento raro, o chefe radical chegou a se expressar em inglês - por alguns segundos- ao fim de sua mensagem, assegurando mais uma vez que o Ocidente quer destruir o Islã. No vídeo, Shekau afirma que todos os "estabelecimentos de educação ocidentais" são parte de "um complô contra o Islã.
O nome de seu movimento, "Boko Haram', significa "a educação ocidental é um pecado". Os ataques efetuados pelo grupo extremista e a repressão sangrenta por parte das autoridades nigerianas causaram mais de 3.600 mortes desde 2009, e a crueldade desse novo massacre provocou grande indignação em todo o país.
Segundo fontes médicas, o ataque ao colégio de Mamudo deixou 42 mortos, mas o Exército contabiliza 21. Homens armados reuniram alunos, professores e funcionários do estabelecimento em um dormitório antes de lançarem explosivos e atirar, segundo testemunhas.
Esse foi o terceiro ataque contra uma escola da região desde 16 de junho.