Choque entre forças de segurança e Boko Haram na Nigéria deixa vários feridos

20 set 2013 - 13h28
(atualizado às 13h33)

Várias pessoas ficaram feridas em um tiroteio ocorrido nesta sexta-feira na capital nigeriana, Abuja, entre membros do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram e as forças de segurança da Nigéria.

A porta-voz do Serviço de Segurança Estatal (polícia secreta nigeriana), Marilyn Ogar, indicou em comunicado que o incidente ocorreu nos arredores da cidade, onde os agentes tinham ido para apreender várias armas enterradas sob um edifício em construção.

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"A equipe começou a escavar para extrair as armas quando foi atacada por elementos de Boko Haram na zona, o que obrigou os agentes de segurança a responderem com fogo", afirmour Ogar.

"Como consequência -acrescentou a porta-voz-, várias pessoas ficaram feridas e outras 12 foram detidas em conexão com o incidente".

Anteriormente, os radicais já tinham realizado atentados na capital nigeriana, como o perpetrado em agosto de 2011 contra os edifícios da ONU na cidade ou, dois meses antes, o ataque contra a delegacia central da polícia.

Embora nos últimos meses não tenham sido frequentes os ataques em Abuja, Boko Haram segue muito ativo no norte do país.

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Desde 16 de maio, a Nigéria realiza uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos eles sob estado de emergência), após um aumento da atividade criminosa nessa zona, onde opera Boko Haram, embora tenham seguido registrando ataques dos fundamentalistas.

O grupo, cujo nome significa em línguas locais "A educação não islâmica é pecado", luta por impor a lei islâmica neste país africano, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Desde 2009, quando a polícia acabou com o líder de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que causou mais de três mil mortos, segundo números do Exército nigeriano.

Com cerca de 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplos tensões pelas profundas diferenças políticas, socioeconômicas, religiosas e territoriais.

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