Irã declara fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça embarcações na região

Autoridades de Teerã anunciam interrupção do tráfego marítimo em rota comercial, enquanto o Comando Central dos Estados Unidos contesta a efetividade do bloqueio

2 mar 2026 - 22h54

O governo do Irã comunicou, nesta segunda-feira (2), que o Estreito de Ormuz está fechado à navegação. De acordo com informações veiculadas pela mídia estatal iraniana, a administração de Teerã informou que qualquer embarcação que tente transitar pelo local será alvo de ataques. O anúncio, realizado em nome do comando da Guarda Revolucionária, representa o aviso mais direto desde que a interrupção da rota foi sinalizada aos navegantes no último sábado (28). A medida é apresentada pelas autoridades iranianas como uma retaliação à morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz
Foto: Space Frontiers/Archive Photos/Hulton Archive/Getty Images / Perfil Brasil

Ebrahim Jabari, integrante da assessoria do comandante da Guarda Revolucionária, afirmou em canais oficiais que as forças navais e a Marinha regular atuarão contra navios que tentarem cruzar a via. No entanto, conforme reportado pela rede americana Fox News, o Comando Central dos Estados Unidos declarou que o estreito permanece aberto para o tráfego internacional, contrapondo as afirmações iranianas sobre o bloqueio efetivo da região.

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O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo para a exportação de petróleo. O canal conecta os principais produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. A interrupção deste fluxo representa um risco para cerca de 20% do fornecimento global do produto, com potencial para causar elevação nos preços do petróleo bruto no mercado externo.

Anteriormente ao anúncio de fechamento, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, fato confirmado por fontes da agência Reuters. O clima de tensão ocorre simultaneamente a pronunciamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ofensiva contra Teerã. Paralelamente, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, solicitou que Estados Unidos e Israel sejam responsabilizados por bombardeios contra uma escola no sul do país e um hospital na capital, Teerã, ocorridos no último fim de semana. Até o momento, nem o governo americano nem o israelense confirmaram a autoria de tais operações militares em território iraniano.

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