Influenciadora morre após parto domiciliar sem assistência médica na Austrália

Segundo inquérito, Stacey Warnecke permaneceu sangrando por mais de uma hora antes da chamada aos serviços de emergência

20 jun 2026 - 22h50
(atualizado às 23h52)
Stacey Warnecke com seu marido, Nathan Warnecke.
Stacey Warnecke com seu marido, Nathan Warnecke.
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A morte da influenciadora australiana Stacey Warnecke, de 30 anos, após um parto domiciliar sem acompanhamento médico, poderia ter sido evitada caso ela tivesse recebido atendimento hospitalar imediato. A conclusão foi apresentada durante um inquérito judicial realizado na Austrália, que investigou as circunstâncias do caso.

Stacey morreu em setembro de 2025 em decorrência de uma hemorragia pós-parto, complicação que ocorreu após dar à luz a seu filho, Axel. As informações analisadas pela investigação apontam que a rápida intervenção de uma equipe médica especializada poderia ter aumentado significativamente suas chances de sobrevivência.

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Segundo tribunal, a influenciadora optou pelo chamado "parto livre", modalidade em que o bebê nasce sem acompanhamento de médicos ou parteiras qualificadas. Durante a gestação, ela contou apenas com a presença de Emily Lal, conhecida nas redes sociais como "The Authentic Birthkeeper". Emily não possui formação médica e atua fora do sistema formal de saúde.

Hemorragia poderia ter sido tratada

O patologista forense Michael Burke afirmou que Stacey Warnecke morreu em decorrência de uma hemorragia pós-parto, condição considerada amplamente tratável quando há intervenção médica rápida.

Segundo o inquérito, a influenciadora permaneceu sangrando por mais de uma hora antes que os serviços de emergência fossem acionados. Durante esse período, apresentou dificuldades respiratórias e chegou a pedir ajuda.

De acordo com os registros, a assistente de parto Emily Lal questionou mais de uma vez se deveria chamar uma ambulância, mas Stacey recusou inicialmente. O pedido de socorro só foi feito às 4h13, após o agravamento do quadro.

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Quando os paramédicos chegaram, encontraram a paciente praticamente inconsciente e com sinais de choque hemorrágico. Ela foi levada ao Hospital Frankston, em Melbourne, onde passou por cirurgias e recebeu múltiplas transfusões de sangue, mas não resistiu.

Em depoimento, Emily Lal afirmou que sua atuação não incluía monitoramento clínico ou avaliação de perdas sanguíneas. Segundo ela, esta segurança não é função de assistentes de parto sem formação.

O inquérito também revelou que Stacey optou pelo parto livre por desconfiar do sistema de saúde. Entre os motivos citados estavam críticas às políticas de vacinação contra a Covid-19 e a busca por um estilo de vida com mínima exposição a produtos químicos.

Após a morte da influenciadora, o marido, Nathan Warnecke, afirmou que a maternidade era o maior sonho de Stacey e que ela conseguiu, exatamente como sempre sonhou.

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Fonte: Portal Terra
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