Debate ainda vale a pena? Aliados de candidatos comentam estratégias em encontro esvaziado

Primeiro debate com candidatos à Presidência aconteceu neste domingo, 23, na Band

24 ago 2026 - 04h58
Tumulto, fraldas e ausências: veja os destaques do primeiro debate presidencial
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Apenas três dos seis candidatos à Presidência da República, convidados para o primeiro debate da corrida eleitoral deste ano, compareceram ao estúdio da Band, em São Paulo. As ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) deram o que falar e, ao Terra, aliados de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) comentaram sobre estratégias em meio ao esvaziamento.

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Cury protagonizou uma grande confusão no pré-debate. Já na porta da Band, o escritor resolveu que não iria mais participar do debate. De acordo com aliados, a motivação para a revolta foi a chateação pela ausência de Zema --de última hora—e a entrevista de Lula transmitida pela Record na hora do debate. Porém, os integrantes da campanha do candidato do Avante frisaram que, sim, o modelo de debate ainda funciona e é positivo para os candidatos e eleitores -- "só não pode acontecer esse tipo de coisa", ressaltaram.

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O que fez Cury mudar de ideia e participar do debate foi uma aluna, que agora trabalha na Band, que conversou com ele e o "emocionou". Pessoas da campanha de Cury reforçaram que não se tratou de um teatro ou estratégia em busca de visibilidade, mas de uma revolta genuína. "Foram dias treinando os argumentos e questões de tempo para o debate, para tudo mudar antes do debate começar", desabafaram.

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Para aliados de Renan Santos, o debate foi "11/10" e tudo ocorreu da melhor forma possível. "Renan Santos foi o que mais se destacou, vai ser o assunto da noite", avaliam, vendo benefícios no modelo de debate tradicional. Considerando que o candidato do Missão teve uma "agressividade calculada" e conseguiu apresentar propostas, eles apontam que o alvo é certo para próximos encontros: Flávio Bolsonaro.

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"Ele indo ou não, vai apanhar igual hoje", comentaram. O que explica a diferença na estratégia deste domingo, que teve Lula como foco, foi a entrevista do petista para a Record, emissora que não convidou Renan Santos para eventos, já que não há obrigatoriedade perante a Justiça Eleitoral, pois o partido não tem representatividade no Congresso. "Então foi 70% Lula e 30% Flávio hoje. Mas nos próximos debates uma situação dessa com o Lula não deve se repetir e Flávio será o foco".

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Para o lado de Caiado, o debate é visto como um momento de apresentação para o eleitor e, faltar, é um desrespeito com quem vota e com a imprensa.

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Sobre a ausência de Flávio, avaliam ser por medo de ter que responder sobre denúncias que circundam seu nome.

E o Zema?

O candidato do Novo resolveu não ir ao debate neste domingo. Em nota, sua equipe afirmou que a mudança de data do debate de 16 de agosto para o dia 23 havia sido considerada sob a premissa e a expectativa de que o candidato Lula fosse participar, garantindo a pluralidade do encontro. "Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial", afirmam.

A escolha acontece na véspera da entrevista de Zema no Jornal Nacional, que será nesta segunda-feira, 24, abrindo uma série de entrevistas feitas com os candidatos por Renata Vasconcellos e César Tralli, na Globo. Pela ordem sorteada, depois serão entrevistados Ronaldo Caiado participa na terça-feira (25), Renan Santos na quarta-feira (26), Lula na quinta-feira (27), Flávio Bolsonaro na sexta-feira (28) e Augusto Cury no sábado (29), encerrando.

A falta de Zema foi assunto nos bastidores das equipes dos outros candidatos. Não entenderam o que aconteceu e chegaram a se perguntar se ele estaria desistindo da campanha. "Parece que nem ele acredita nele", comentaram.

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A equipe de Flávio Bolsonaro deixou claro desde o início de que ele só iria ao debate se Lula fosse. Mas, neste domingo, circularam especulações de que ele poderia vir. No caso, o que aconteceu foi que sua equipe retirou as credenciais para este domingo na Band e o senador cancelou uma agenda que cumpriria em Ribeirão Preto para a inauguração da Casa Bolsonaro. Mas, no fim, ele manteve sua palavra e não foi.

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Fonte: Portal Terra
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