Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, ambos do PSOL, protocolaram pedidos de investigação sobre o processo de venda de ingressos para as apresentações do cantor Harry Styles em São Paulo. Segundo o g1, as medidas foram anunciadas nesta segunda-feira (26), motivadas por relatos de consumidores que apontaram dificuldades na aquisição de entradas e indícios de priorização de revendedores não oficiais nas bilheterias físicas e digitais.
A deputada federal Erika Hilton encaminhou solicitações de averiguação à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e à Fundação Procon-SP. O foco da petição é o esgotamento dos ingressos do show de Harry Styles e a possível atuação organizada de cambistas. No documento, a parlamentar questiona a dinâmica das filas, incluindo a de pessoas com deficiência (PCD), e solicita esclarecimentos sobre os limites de venda por pessoa e a relação entre a empresa responsável e os revendedores.
Hilton citou ainda o histórico da TicketMaster, empresa encarregada da comercialização, mencionando processos em curso em órgãos reguladores internacionais por práticas comerciais relacionadas ao setor de revendas.
Simultaneamente, o deputado estadual Guilherme Cortez acionou o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública. A fundamentação das queixas baseia-se em evidências coletadas sobre o modo de operação de vendas em plataformas não oficiais.
Segundo os documentos protocolados, há indícios de cobranças de taxas extras e facilitação de acesso ao inventário de ingressos para fins de revenda por valores superiores aos oficiais. O parlamentar defende a apuração de possíveis falhas estruturais nas plataformas de vendas e o impacto financeiro causado aos consumidores, de acordo com o g1.
Harry Styles tem apresentações agendadas para os dias 17 e 18 de julho no Estádio Morumbis, na capital paulista. A turnê "Together, Together" promove o álbum "Kiss All The Time. Disco, Ocasionally", com lançamento previsto para março.
Os valores estabelecidos para as entradas variam de R$ 265 a R$ 1.410. A TicketMaster, procurada pelo g1 para comentar os questionamentos dos parlamentares e os relatos de consumidores, não emitiu posicionamento até o momento desta publicação.