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Queiroga: adolescente sem comorbidade não deve tomar 2ª dose

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 1.545 eventos adversos da vacinação entre adolescentes

16 set 2021 15h53
| atualizado às 16h14
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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva em Brasília REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quinta-feira, 16, que os adolescentes sem comorbidades que receberam a primeira dose da vacina contra covid-19 devem ter a imunização suspensa e não receber a segunda aplicação.

A declaração vem depois de o Ministério da Saúde passar a recomendar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos somente para aqueles portadores de comorbidades e privados de liberdade.

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Em entrevista coletiva, o Ministério da Saúde disse que foram registrados 1.545 eventos adversos da vacinação entre adolescentes, sendo que 93% deles seriam de erros de vacinação - no caso, jovens que receberam outras vacinas que não a da Pfizer, única autorizada para aplicação em adolescentes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Há registro ainda de uma morte, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, temporalmente associada à vacina, o que significa que ocorreu na época em que o jovem foi vacinado, e que está em investigação.

Em nota, o governo de São Paulo classificou de "irresponsável" a disseminação de informações sobre o caso que, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, ainda está em investigação. "Qualquer afirmação ainda é precoce e temerária", afirmou.

Queiroga disse que a nota técnica que tratava de autorização para vacinação de adolescentes falava apenas da vacinação a partir da metade de setembro, depois que todos os adultos e adolescentes com comorbidades tivessem sido vacinados. Agora, no entanto, Queiroga alega que não há evidências científicas definitivas sobre isso, mesmo com autorização para aplicação do imunizantes da Pfizer nesta faixa etária.

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Vários Estados já estão com vacinação avançada entre adolescentes. De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, a maior parte dos Estados não planeja parar a imunização deste grupo.

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