O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi anunciado nesta quarta-feira, 5, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). Ex-promotor de Justiça e ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas, Gaspar construiu sua trajetória na área jurídica antes de ingressar na política e, nos últimos anos, tornou-se um dos principais nomes da oposição no Congresso Nacional.
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Antes de ser anunciado na chapa como vice, inicialmente, Gaspar estava cotado para disputar uma vaga ao Senado por Alagoas. Ele chegou a anunciar a candidatura ao Senado pelas redes sociais na terça-feira, 4.
Natural de Alagoas, Alfredo Gaspar iniciou a carreira no Ministério Público em 1996, quando foi nomeado promotor de Justiça nas comarcas de Maravilha e, posteriormente, de Palmeira dos Índios. Em 1997, passou a atuar em Maceió, onde exerceu funções em diferentes promotorias ao longo da carreira.
Em 2015, foi convidado pelo então governador de Alagoas, Renan Filho, para assumir a Secretaria de Estado da Defesa Social. Em março de 2016, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu integrantes do MP de exercerem funções políticas no Poder Executivo, o que levou Gaspar a deixar a secretaria.
De volta ao MP, disputou e foi eleito procurador-geral de Justiça de Alagoas, assumindo o comando do órgão em janeiro de 2017. Em 2020, pediu exoneração para concorrer à Prefeitura de Maceió pelo MDB. Foi o candidato mais votado no primeiro turno, com 110.234 votos (28,87%), superando por pequena margem JHC, que recebeu 109.053 votos (28,56%). No segundo turno, porém, acabou derrotado pelo adversário.
Dois anos depois, foi eleito deputado federal por Alagoas. Nas eleições de 2022, recebeu 102.039 votos, tornando-se o segundo deputado federal mais votado do estado e o mais votado na capital, Maceió.
No Congresso Nacional, Alfredo Gaspar ganhou destaque como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em seu relatório final, defendeu o indiciamento de mais de 200 pessoas por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, entre outros. O parecer, no entanto, foi rejeitado pela maioria dos integrantes da comissão.
Em primeiro mandato e na oposição, ele se define como "de direita, com muito orgulho".
Eleito deputado pelo União Brasil, durante a janela partidária deste ano, Gaspar aceitou o convite de Flávio Bolsonaro para se filiar ao PL.