Não é prejuízo muito importante para Flávio, diz Tarcísio sobre neutralidade do Republicanos

Resolução foi formalizada na convenção nacional da legenda, nesta terça-feira, pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira

5 ago 2026 - 07h46
(atualizado às 10h13)
Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 4, que a decisão de seu partido de não integrar a aliança nem indicar a candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) reduzirá o tempo de propaganda eleitoral do presidenciável, mas não deverá causar prejuízo significativo à campanha.

"A minha posição foi de apoio ao Flávio Bolsonaro, foi a posição que a gente externou para a presidência do partido", disse Tarcísio, em entrevista à RedeTV!. "O partido tomou uma decisão baseada na posição dos diretórios estaduais, que por sua maioria optaram pela neutralidade."

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A resolução foi formalizada na convenção nacional da legenda, nesta terça, pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira. O PL trabalhava para ter Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como vice.

"Claro que tem um prejuízo à campanha do Flávio em função do tempo de TV, é menos tempo de TV que o Flávio vai dispor, mas eu não acredito que seja um prejuízo muito importante", disse Tarcísio. "Aqui em São Paulo a gente vai estar muito comprometido com a campanha do Flávio."

Ao comentar o envolvimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o governador afirmou que cobrou, inclusive publicamente, explicações sobre o áudio em que o senador pede dinheiro ao banqueiro para financiar o filme sobre a história do ex-presidente. Na avaliação de Tarcísio, Flávio prestou os esclarecimentos ao longo do tempo e o debate deve agora se concentrar em projetos para o País.

O chefe do Executivo paulista também negou que o episódio possa afetar sua campanha à reeleição e disse não haver relação entre o caso e sua gestão. Como justificativa, afirmou que nunca se reuniu com Vorcaro, dentro ou fora da agenda oficial, e que a Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) e a São Paulo Previdência (SPPrev) não compraram Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master.

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